Começa transição do novo acordo ortográfico
A partir de 2012, todos deveremos ter mais atenção na hora de escrever devido às mudanças estabelecidas na reforma ortográfica da língua portuguesa, que não inclui só o Brasil, mais sim, todos os países que possuem o português como língua oficial, como Portugal, Moçambique, Cabo Verde, Angola, São Tomé e Príncipe, Timor Leste e Guiné-Bissau.
As regras deste novo acordo ortográfico já são válidas desde janeiro de 2009, mas, o período de transição será justamente em 2012 e o Brasil terá até 2013 para concluir sua implementação. Porém, o acordo ainda encontra resistência e alguns países, como Portugal que ainda não conseguiu a adoção integral das reformas.
Para Ana Célia Gurgel, autora do livro Saúde, Questão de Opção, SGE editora e revisora de texto, a mudança pode ser positiva se houver um empenho didático-pedagógico para isto. “De nada adianta exigir o uso da nova ortografia se não existir um preparo, principalmente, dos professores, independente da disciplina na qual atuem, que são os responsáveis em transmitir nossa língua-pátria a nossas crianças e jovens”, comenta.
O acordo traz algumas mudanças como a inclusão das letras k, w e y no alfabeto, que agora é formado por 26 letras. Aqueles dois pontinhos usados em cima da palavra ü, passa a ser usado somente em casos de nomes próprios e seus derivados, por exemplo, Müller. Palavras como linguiça, tranquilo e frequente deixam de ter.
Mais atenção com o hífen será exigida. Em casos que o prefixo terminando com vogal e o segundo elemento começando com as consoantes s ou r, não se usa mais e a consoante deve ser duplicada. Exemplo: contra-regra passa a ser contrarregra e extra-regulamentação passa a ser extrarregulamentação. Já nos casos em que o prefixo termina com r e a primeira letra do segundo elemento também, o hífen continua valendo, como em super-resistente.
Outras regras como mudanças na utilização do acento agudo, acento cincunflexo, entre outras, também fazem parte do novo acordo.
Para a professora, Carmem Teixeira, as mudanças são até que pequenas se comparadas a todas as demais regras da língua portuguesa, porém, exigem mais atenção. “Quem começa a ser alfabetizado agora, é lógico que o entendimento será bem mais simples, mas para quem terá que mudar é mais complicado. Aliás, qualquer novidade exige mais conhecimento”, comenta.
Para facilitar a mudança, guias sobre o novo acordo ortográfico estão a disposição nas livrarias e alguns são encontrados por apenas R$ 10. Além disso, é possível baixar o guia pela internet, gratuitamente, para que todas tenham acesso.



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