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Altas temperaturas são normais, diz meteorologista do Inpe

01/11/2012 10h33 - Atualizado há 13 anos Publicado por: Redação
Altas temperaturas são normais, diz meteorologista do Inpe

A onda de calor que vem aumentando as temperaturas dos últimos dias é um fenômeno que não foge á normalidade do período da Primavera. Quem afirma é Ludmila Pochmann, meteorologista do Centro de Previsão de Tempo e Estudos Climáticos do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Cptec/Inpe), que conversou com a reportagem do Primeira Página.

“A explicação dessas altas temperaturas registradas na Primavera, é que nesse período do ano atua sobre o Brasil um Centro de Alta Pressão em Altos Níveis da Troposfera, o que inibe a formação de nebulosidade, e faz com que a incidência de raios solares na atmosfera seja maior, favorecendo, assim, o aquecimento de níveis médios e da superfície. Ou seja, durante o dia temos céu claro na maior parte das regiões do país, e esse aquecimento diurno forma nuvens convectivas, que podem provocar pancadas de chuva no fim da tarde e na noite em diversos locais”, diz a meteorologista, que explica a surpresa de muitas pessoas com o calor: “O que acontece também, é que na primavera, por se tratar de uma fase de transição onde temos o começo de dias mais quentes, mas as noites com temperaturas amenas, e alguns dias com variação desses valores, a  população demora um pouco a se acostumar com a chegada das temperaturas mais altas. (afinal, estamos nos encaminhando pro verão) e as pessoas acham esses dias quentes, fora do comum. A partir de hoje (31), por exemplo, a previsão é de que as temperaturas baixem um pouco”, explica Pochmann.

“Segundo a previsão do clima, realizada pelo CPTEC/INPE com apoio do INMET e outros órgãos de Meteorologia do País”, diz Pochmann, “os padrões de precipitação e temperaturas na região Sudeste, Centro-Oeste devem ficar dentro da faixa normal, ou seja, há previsão de que ocorra tudo dentro da normalidade para o trimestre novembro, dezembro e janeiro no Brasil”, afirma.  

 

Dicas para enfrentar o calor

“O calor em excesso, de um modo geral, oferece riscos de desidratação, queda de pressão arterial e alterações no metabolismo do organismo”, afirma Bernardino Alves Souto, coordenador do curso de medicina da UFSCar. “Os idosos”, completa, “correm risco adicional devido ao fato de que, pela própria idade,têm menor capacidade de regulação da pressão arterial e podem sofrer mais intensa e frequentemente os sintomas de uma queda de pressão. Além disso, têm menor sensibilidade à sede e devem ser estimulados a tomar líquido para não se desidratarem. A desidratação em crianças também é um evento mais frequente do que em adultos, o que pode ser mais significativo em caso de ocorrência de vômitos, diarréia ou febre. Pessoas com obesidade são mais sensíveis ao calor e seus efeitos prejudiciais”, explica Souto.  

Na tentativa de minimizar os efeitos nocivos do calor, o coordenador da medicina da UFSCar recomenda evitar ficar sob sol, tomar muito líquido, preferir alimentos leves

(frutas, verduras, legumes) e evitar alimentos de digestão demorada. É importante também “moderar nos exercícios físicos, usar roupas mais leves, de cores mais  claras e bem ventiladas. Na medida do possível, optar por ambientes mais ventilados, confortáveis e refrescados”, diz. 

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