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Candidatos à Prefeitura apresentam projeto para o trânsito

22/09/2012 13h17 - Atualizado há 14 anos Publicado por: Redação
Candidatos à Prefeitura apresentam projeto para o trânsito

Os seis candidatos a prefeito de São Carlos falam sobre o projeto que pretendem implantar no trânsito. Hoje a cidade tem uma frota de aproximadamente 151 mil veículos. Entre os meses de janeiro e agosto deste ano foram emitidas 3.241 Permissões para Dirigir, documento que corresponde à primeira habilitação, em São Carlos. Já no ano de 2011, entre os meses de janeiro e dezembro, foram emitidas 3.950 habilitações.

 

As respostas dos candidatos possibilitam ampliar a análise dos eleitores sobre os projetos que cada um deles apresenta para enfrentar os principais desafios do governo municipal nos próximos quatro anos. Este é o segundo tema a ser abordado pelo jornal que na semana passada tratou da Segurança Pública.

A ordem das respostas obedece à ordem alfabética dos nomes dos candidatos.

O tema – Trânsito Urbano – teve manifestações dos seis candidatos.

 

Qual a proposta do candidato para desafogar o tráfego na área central de São Carlos?

 

Eduardo Cotrim (PMDB)

“A primeira medida será administrar melhor o transporte público, construindo terminais de integração e linhas expressas, para que os ônibus não tenham de passar pelo Centro para levar a população de um bairro a outro. Serão implantados dois Sistemas de Distribuição de Frota, sendo o Sistema Radial com fluxo centrípeto e centrífugo e o Sistema Circular integrando e interligando os distritos. Aumentando a qualidade do transporte público, as pessoas vão passar a preferi-lo em vez do carro.

Além disso, vamos abrir novos corredores para que se feche o contorno do Centro, tirando o fluxo da avenida São Carlos e suas paralelas. Entre outras obras, abriremos uma conexão da av. Pau Brasil com a rua Walter de Camargo Schultzer, ligando à av. Trabalhador São-carlense, e prolongando a av. Liberdade, ligando a USP I à UFSCar. Com essas medidas, o congestionamento na região central será reduzido”.

 

Flávio Lazzarotto (PSOL)

“Só o transporte público de qualidade pode solucionar o problema do trânsito nas cidades. O sistema de transporte público está sendo negligenciado em favor do financiamento e incentivo mercadológicos que promoveram a grande ampliação da frota de automóveis no Brasil.

Para romper esse padrão insustentável, o PSOL defende para São Carlos a “Tarifa Zero” no transporte público, ou seja, ônibus gratuito para todos dentro do município. Além disso, devem-se privilegiar espaços para as formas não motorizadas, prevenindo desde já o aumento dos congestionamentos e a excessiva emissão de poluentes provocados pelos veículos particulares. Essa política aumentaria a segurança no trânsito, reduziria os gastos particulares com o uso diário dos veículos, garantiria a mobilidade por parte dos grupos sociais de baixa renda e reduziria a necessidade de gastos no sistema viário, que não é pouco”.

 

José Benedito Sacomano (PPL)

“Nosso trânsito está infartado. Precisamos desobstruir as artérias, retirando os trilhos da linha férrea da área central. Não há nenhuma explicação racional para termos um transporte ferroviário de cargas por dentro da área mais valorizada da cidade. Retirando os trilhos vamos ganhar milhões de m² para a construção de novas avenidas e ruas desimpedindo o trânsito na região central. Além disso, vamos concluir a Marginal do Tijuco Preto, ligando a região da Rodoviária até o Fórum Educativa, desafogando o trânsito na Vila Nery e melhorando o deslocamento de toda a região do São Carlos 8, Fagá, Tangará e Douradinho. Vamos viabilizar também uma Marginal interna à rodovia Washington Luís. Com a construção destas obras deixaremos de empurrar o trânsito para o Centro da cidade porque as pessoas terão muitos caminhos alternativos sem a necessidade de utilizar a avenida São Carlos, como atualmente.”

 

Oswaldo Barba (PT)

“Nosso projeto para desafogar o trânsito na região central da cidade é concluir a construção do primeiro Anel Viário Estrutural de São Carlos, com a duplicação da Praça Itália, ligação entre o Cedrinho e a av. Morumbi, ampliação da ligação entre o Cidade Aracy e o Botafogo, continuação da Marginal do Tijuco e a ligação entre a rotatória da escola Educativa e a av. Capitão Luís Brandão. Com esse anel, a população poderá deslocar-se entre os bairros sem precisar passar pelo Centro.

Para o horário de pico, implantaremos novos corredores de ônibus (com linhas rápidas) para atender as regiões de alta demanda e vamos priorizar os transportes coletivos e sustentáveis através da implantação das ciclovias. Por meio do Plano de Fluidez readequaremos os estacionamentos em determinadas vias da região central em parceria com os comerciantes e daremos continuidade ao Programa Recape São Carlos.”

 

Paulo Altomani (PSDB)

“Estamos estudando soluções para o trânsito da cidade como um todo. Temos especialistas elaborando projetos e buscando alternativas para resolver os problemas. Entendemos que a verticalização da área central contribuiu decisivamente para o quadro atual, pois onde anteriormente tínhamos uma casa e no máximo dois carros, hoje existe um prédio de dez andares, com quatro apartamentos por andar e, na maioria dos casos, dois carros por família. Chegamos assim a quase 80 carros ocupando um espaço que anteriormente era ocupado por dois. Para equacionar isso, vamos investir nas avenidas Marginais, fazer intervenções pontuais em pontos de congestionamentos e buscar uma descentralização de serviços públicos da área central. Vamos levar órgãos municipais para os bairros, abrindo vagas de estacionamento na região central e disciplinar os pontos de estacionamento, proporcionando mais de conforto e segurança para a população”.

 

Ronaldo Mota (PSTU)

“O PSTU não acredita que aumentar a malha viária de São Carlos vai resolver o problema do trânsito, é preciso criar condições para que os trabalhadores e a juventude utilizem um transporte público de qualidade. Hoje a grande prioridade do transporte coletivo é o lucro, pois mesmo com o repasse mensal de R$ 415 mil que a Prefeitura faz para empresa, a tarifa aumenta todo ano. Como o transporte coletivo não funciona, o trabalhador se endivida para comprar o carro próprio, o que gera aumento da poluição, do trânsito e muito gastos com manutenção das vias públicas.

Municipalizando o transporte coletivo, sob controle dos trabalhadores, é possível melhorar sua qualidade, oferecendo mais linhas e horários, com o aumento da frota. Além disso, é possível reduzir a tarifa para R$ 1,00 e garantir o passe-livre para desempregados, estudantes e trabalhadores que ganhem até 3 salários mínimos.”

 

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