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25/04/2015 11h49 - Atualizado há 11 anos Publicado por: Redação
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“Quem viver, verá!”

O jogo entre São Paulo e Corinthians válido pela Taça Libertadores, na última quarta-feira, não teve valor algum, mas teve. Não teve, pois o San Lourenzo não conseguiu vencer o último colocado do chamado grupo da morte, o Danúbio, do Uruguai. Assim, o São Paulo se classificaria mesmo que perdesse o jogo. Teve, pois a equipe de Morumbi pode se mostrar viva e com a alma que faltava ao time na Copa Continental. 

Entretanto, e, infelizmente, o que voltou a chamar a atenção no pós-jogo foi a atuação do árbitro brasileiro, Sandro Meira Ricci. E, como o paradoxo do teve e não teve validade para o jogo, a atuação do árbitro, também, foi e não foi decisiva para o espetáculo. Não foi, pois, a meu ver, o São Paulo venceria o Corinthians se ambos estivessem com onze jogadores. A equipe tricolor tinha mais interesse na partida e demonstrou mais gana e raça nos minutos iniciais, quando ambas as equipes estavam completas. Foi, pois Sandro estragou o espetáculo. Todos os lances que geraram expulsão dos jogadores de São Paulo e Corinthians são “piada” para árbitros argentinos, chilenos e uruguaios, em Copa Libertadores. Nenhum dos jogadores, a meu ver deveria ser expulso. No máximo, Luis Fabiano por já ter cartão amarelo. Mas, se Emerson deveria ter sido expulso, os pisões de Tolói em suas pernas, também, mereciam punição. Ah! Mas o árbitro não viu, diria o desavisado. O árbitro, também, não viu o “chute” do Sheik em Tolói e foi avisado por alguém de fora. Quanto à expulsão de Mendoza, foi, a meu ver, o erro mais grosseiro, pois o colombiano não agrediu Luis Fabiano. Se Luis Fabiano foi expulso por simulação, suponho que não houve agressão. Se Mendoza foi expulso por agressão, suponho que não houve simulação. 

O fato é que tanto jogadores quanto dirigentes precisam deixar os árbitros trabalhar. Sandro entrou em campo visivelmente pressionado pelas declarações do presidente do São Paulo, Carlos Miguel Aidar, que, sugerira que o árbitro estava acostumado a favorecer o Corinthians. Já os jogadores precisam se conscientizar de que o bom trabalho do árbitro depende de suas atuações, atos e compreensões. As reclamações exacerbadas precisam ter fim. Sheik, Luis Fabiano e cia precisam começar a assistir a jogos de rugby para aprender a respeitar a arbitragem. Esse maldito jeitinho brasileiro que assola e esfola a nossa sociedade tem um dia de acabar. A Lei de Gérson é maléfica para a ética. Será que não vão perceber isso nunca?

Quanto aos árbitros, a pergunta que fica é: será que, após tantos cursos e orientações e palestras e workshops e simpósios e colóquios, ainda, não são capazes de estabelecer um critério único de arbitragem? Será que é tão difícil saber o que é falta para advertência oral, cartão amarelo ou cartão vermelho? Será que a magia da mesa redonda acaba, caso acabem as polêmicas de arbitragem ou será que gastaremos mais tempo falando dos lances do jogo e não dos lances do árbitro? Como diria o saudoso Ruy Carlos Cereda, “quem viver, verá!”

(*) O autor ocupa este espaço aos domingos. E-mail: glaucokeller@hotmail.com 

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