Roupa de inverno está 10% mais cara
Os dias frios do inverno já estão batendo na porta do são-carlense. Para se aquecer, o consumidor vai encontrar um aumento de pelo menos 10% nos preços dos vestuários. Segundo dados da fundação Getúlio Vargas (FGV), o segmento de roupas e acessórios está entre os itens que sofreram elevação de preço em relação ao mesmo período do ano passado.
As lojas de calçados e roupas têm em exposição modelos com preços que vão de 8% até 10% maiores que os praticados na mesma estação no ano passado, conforme pesquisa feita pelo Primeira Página no Centro de São Carlos.
O gerente administrativo Renan de Souza, da loja Essencial Modas, disse que muitos produtos são de origem chinesa e foram atingidos pela alta do dólar dos últimos meses. “Essa oscilação fez o fabricante apostar no preço mais alto e os produtos chegaram com diferença de valor para o consumidor”, afirmou.
Para o economista da FGV, Rubéns Belardo, outro ponto que tem promovido o avanço dos preços é a inadimplência. “O setor varejista tem buscado repor as perdas ocorridas pelos calotes no preço da mercadoria que está disponível ao cliente”, disse.
Para a vendedora Dalva Reis da Silva, da loja Skala Fashion, as mercadorias que chegaram no início de março já trouxeram um acréscimo no preço final. “Os clientes vão encontrar modelos novos, mas o preço está um pouco mais alto”, afirmou.
Ela identificou que as mercadorias, pelo menos em sua loja, destinadas ao inverno estão entre R$ 35,00 e R$ 120,00 e que o público masculino leva desvantagem no quesito preço já que as blusas e calças para eles são sempre mais caras que as dedicadas ao público feminino.
Segundo a vendedora da loja no Centro da cidade, a procura dos consumidores começa no mesmo momento em que o tempo esfria. Por isso a procura aumentou desde o final de semana com a queda da temperatura pelo menos em sete graus.
Entre os artigos que são tendência para os pés neste inverno estão as botas de cano alto e baixo, os sapatos fechados e ainda as sapatilhas. A dica é do gerente de vendas da Episcopal Calçados, Paulo César Almeida, que afirmou que pelo menos 60% das vendas na loja nos meses de junho e julho são puxadas pelas botas, principalmente as femininas.
Nas lojas mais atentas ao que o consumidor deseja, as vitrines já estão organizadas com os modelos da estação mais fria do ano. Identifica-se nas vitrines que o produto ganha espaço e destaque para atrair o olhar do cliente e seduzi-lo para a compra.



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