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Prominas investe na nacionalização de equipamentos

03/11/2012 11h57 - Atualizado há 13 anos Publicado por: Redação
Prominas investe na nacionalização de equipamentos

A Agência Nacional de Petróleo (ANP) está exigindo que todos os produtos utilizados na área de petróleo no Brasil , seja na perfuração, seja na manutenção ou no transporte, que tenha conteúdo local. Dentro dessa proposta a Prominas, empresa de máquinas e equipamentos, presidida por Ubiraci Moreno Pires Corrêa, projeta para 2013 a criação de um novo projeto direcionado ao setor de petrolífero. Será uma perfuratriz que vai atingir 3 mil metros de profundidade para encontrar petróleo.

 

Nesta empreitada serão investidos outros R$ 3 milhões. A mesma quantia que ele injetou ao criar uma sonda de manutenção inédita no País e com 80% das suas peças criadas com tecnologia desenvolvida pela engenharia da Prominas. O projeto foi trabalhado nos últimos três anos.

“Nós não inventamos a roda. Esse é um conceito de máquinas que existe no mercado. O que nós fizemos foi verificar o que é produzido, montamos algo semelhante e investimos na diminuição de acidente, na facilitação de manutenção e da operação. E aí está a inovação do nosso produto”, explica Corrêa.

A ANP levou a proposta de nacionalização meio no banho-maria, mas há três anos a agência passou a exigir da Petrobrás o índice de nacionalização e a aplicar multas diariamente se não tiver. “E acendeu a luz vermelha da Petrobrás. E eles fizeram o que? Repassaram a tarefa para os prestadores de serviço, pois diversas áreas da Petrobrás são terceirizadas, e ela começou a exigir desse grupo, componentes produzidos no País, e um desses terceirizados nos procurou para desenvolvermos esse projeto”, relatou Corrêa.

O projeto, mesmo não sendo inédito, tem a liderança de mercado na América Latina. Não se tem atualmente outra empresa que faça com conteúdo nacional um equipamento como esse ente os países latinos.

O equipamento tem 29 metros (altura de um prédio de 10 andares), alcança uma profundidade de 5 mil metros e tem um poder de carga de 100 toneladas. Parte do projeto foi desenvolvido por profissionais da Universidade de São Paulo.

 “O cálculo foi terceirizado para USP, que tem um software chamado ‘elementos finitos’. Ele simula tudo que pode ter de anormalidade na hora da operação do equipamento pra ver se a torre suporta”.

Como a Prominas é a única no país com a capacidade de produzir o equipamento, Ubiraci Moreno espera que o próximo equipamento ficará pronto daqui a 4 meses, e calcula que outras 28 máquinas devam ser produzidas, já que o mercado brasileiro necessita atualmente de um montante que gira em torno desse número.

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