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Comerciantes contam os prejuízos da greve na UFSCar

25/08/2012 15h54 - Atualizado há 13 anos Publicado por: Redação
Comerciantes contam os prejuízos da greve na UFSCar

A Universidade Federal de São Carlos (UFSCar) sofreu praticamente no mesmo período duas grandes paralisações por causa das reivindicações salariais dos docentes e dos técnico-administrativos. Com isso muitos comerciantes, além dos próprios estudantes ficaram com o prejuízo.

À volta as aulas ainda não ocorreram no campus de São Carlos, e está programada para dia 24 de setembro. Até esta data muitos prejuízos ainda serão contabilizados pelos comerciantes que possui grande parte dos clientes, os estudantes universitários.

O comerciante João Luiz Borges de 52 anos, proprietário do Pão Queijo da UFSCar, o famoso “PQ da Federal”, afirma que o movimento do estabelecimento caiu em 90% desde o início das férias e a paralisação das atividades acadêmicas por causa da greve.

Os prejuízos financeiros afetam as contas com os fornecedores, aluguel, funcionários e outras despesas como energia e água, até o horário de funcionamento precisou ser alterado para evitar mais prejuízos. Com o baixo movimento Borges passou fechar as portas as 16h. Em tempo de aula o horário de funcionamento é das 7h às 22h.

O estoque dos produtos também sofreu uma queda para que não haja perda. As refeições que são oferecidas regulamente no almoço tiveram que ser fracionada apenas para o pequeno número de funcionários que ainda estão trabalhando e alunos de pós- graduação.

Em contrapartida Borges espera que a prorrogação das aulas supra o prejuízo do período de greve. “Tenho certeza que vamos conseguir cobrir os prejuízos causados pela greve com a volta às aulas, são muitos estudantes aqui na universidade e o movimento é constante” comenta Borges.

O funcionário Ricardo Alexandre Johansen de 33 anos, da Fast Copy que presta serviços de xerox, encadernação, entre outros, também afirma que o movimento caiu em 90%, chegando a quase 100% em dias mais críticos.

Em período de aulas o movimento diário é acima de 200 estudantes, durante a paralisação das atividades acadêmicas, houve dias que o movimento chegou a 15 estudantes.
Com três pontos dentro da Universidade, área sul, norte e Unidade Saúde-Escola (USE) os prejuízos são ainda maiores, com as despesas com máquinas, suplementos, funcionários e energia.

“Normalmente planejamos com os lucros antes das férias, o período de recesso. Mas desta vez fomos pegos de surpresa com a greve que prorrogou o período de paralisação. Para pagar as despesas tivemos que recorrer empréstimos bancários”, afirma Johansen.

A greve dos técnico-administrativos dura há 75 dias, a dos docentes encerrou-se oficialmente no dia 1º de agosto.

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Comentários

2 respostas para “Comerciantes contam os prejuízos da greve na UFSCar”

  1. Por que a reportagem não fala dos motivos da greve? Da postura intransigente do Governo? Além disso, não faz sentido essa lógica do “prejuízo aos comerciantes”, pois com ou sem greve serão 8 meses de aula durante o ano, nunca, em nenhuma greve o calendário foi encurtado, ele é apenas remanejado, ou seja, não há prejuízo algum, apenas deslocamento dos meses em que isso ocorre.

  2. Porque ao invés de fazer greves, os que se dizem descontentes não pedem demissão e procuram algo que lhes seja mais justos em questão de salario pelas funções por eles desempenhadas.

    acredito que todos temos direitos de reivindicar melhorias sempre, porem, oque não devemos é prejudicar um grande numero de pessoas para beneficio para poucos. E ainda dizer que o mal feito a os outros é de facil reverção sem ter se quer ficado sem seu bom salario durante o tempo que ficarão de greve.

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