Comerciantes contam os prejuízos da greve na UFSCar
A Universidade Federal de São Carlos (UFSCar) sofreu praticamente no mesmo período duas grandes paralisações por causa das reivindicações salariais dos docentes e dos técnico-administrativos. Com isso muitos comerciantes, além dos próprios estudantes ficaram com o prejuízo.
À volta as aulas ainda não ocorreram no campus de São Carlos, e está programada para dia 24 de setembro. Até esta data muitos prejuízos ainda serão contabilizados pelos comerciantes que possui grande parte dos clientes, os estudantes universitários.
O comerciante João Luiz Borges de 52 anos, proprietário do Pão Queijo da UFSCar, o famoso “PQ da Federal”, afirma que o movimento do estabelecimento caiu em 90% desde o início das férias e a paralisação das atividades acadêmicas por causa da greve.
Os prejuízos financeiros afetam as contas com os fornecedores, aluguel, funcionários e outras despesas como energia e água, até o horário de funcionamento precisou ser alterado para evitar mais prejuízos. Com o baixo movimento Borges passou fechar as portas as 16h. Em tempo de aula o horário de funcionamento é das 7h às 22h.
O estoque dos produtos também sofreu uma queda para que não haja perda. As refeições que são oferecidas regulamente no almoço tiveram que ser fracionada apenas para o pequeno número de funcionários que ainda estão trabalhando e alunos de pós- graduação.
Em contrapartida Borges espera que a prorrogação das aulas supra o prejuízo do período de greve. “Tenho certeza que vamos conseguir cobrir os prejuízos causados pela greve com a volta às aulas, são muitos estudantes aqui na universidade e o movimento é constante” comenta Borges.
O funcionário Ricardo Alexandre Johansen de 33 anos, da Fast Copy que presta serviços de xerox, encadernação, entre outros, também afirma que o movimento caiu em 90%, chegando a quase 100% em dias mais críticos.
Em período de aulas o movimento diário é acima de 200 estudantes, durante a paralisação das atividades acadêmicas, houve dias que o movimento chegou a 15 estudantes.
Com três pontos dentro da Universidade, área sul, norte e Unidade Saúde-Escola (USE) os prejuízos são ainda maiores, com as despesas com máquinas, suplementos, funcionários e energia.
“Normalmente planejamos com os lucros antes das férias, o período de recesso. Mas desta vez fomos pegos de surpresa com a greve que prorrogou o período de paralisação. Para pagar as despesas tivemos que recorrer empréstimos bancários”, afirma Johansen.
A greve dos técnico-administrativos dura há 75 dias, a dos docentes encerrou-se oficialmente no dia 1º de agosto.



Por que a reportagem não fala dos motivos da greve? Da postura intransigente do Governo? Além disso, não faz sentido essa lógica do “prejuízo aos comerciantes”, pois com ou sem greve serão 8 meses de aula durante o ano, nunca, em nenhuma greve o calendário foi encurtado, ele é apenas remanejado, ou seja, não há prejuízo algum, apenas deslocamento dos meses em que isso ocorre.
Porque ao invés de fazer greves, os que se dizem descontentes não pedem demissão e procuram algo que lhes seja mais justos em questão de salario pelas funções por eles desempenhadas.
acredito que todos temos direitos de reivindicar melhorias sempre, porem, oque não devemos é prejudicar um grande numero de pessoas para beneficio para poucos. E ainda dizer que o mal feito a os outros é de facil reverção sem ter se quer ficado sem seu bom salario durante o tempo que ficarão de greve.