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“2012 foi um ano bom”, diz diretora da Bio Art

02/11/2012 15h16 - Atualizado há 13 anos Publicado por: Redação
“2012 foi um ano bom”, diz diretora da Bio Art

“Esperávamos um crescimento maior do que tivemos. Mas o ano foi bom”, diz Maria Isabel Piccin, diretora executiva da empresa de produtos odontológicos Bio Art, que explica: “Não conseguimos atingir o crescimento estimado mais por uma questão estratégica, de produtos que íamos lançar e não lançamos, do que por uma recessão ou coisa desse tipo. Para nós está um pouco difícil de crescer. Dentro do Brasil já somos líderes em quase tudo o que fazemos, inclusive temos 80% do mercado de alguns produtos. Internacionalmente temos por onde crescer”, diz.

A diretora executiva da Bio Art descreve um dos planos para 2013: “Estamos com uma expectativa muito grande com uma inovação, com um lançamento previsto para o ano que vem. Estamos em fase final de fechamento de contrato. É uma tecnologia totalmente inovadora, uma inovação radical, coisa que não existe em nenhum lugar do mundo. A invenção não é nossa, não pertence á Bio Art, mas os pesquisadores já buscaram nossa empresa para colocarmos no mercado. Trata-se de uma nova tecnologia para fazer guia de implante dentário. Ela vai ajudar muito na questão de saúde. Embora a população não conheça o método atual, ela é muito manual, então depende muito da destreza do dentista. E quando ele faz implante sem um guia cirúrgico ele tem que ser um artista, e os riscos são muito grandes. E esse guia é um dispositivo que não depende da mão dele. Por meio de um estudo, de um planejamento feito através de tomografia, ele limita a profundidade da broca, coloca a angulação correta da broca”, explica.

As negociações dessa inovação, inovação desenvolvida por pesquisadores de Uberlândia acontecem desde janeiro. “Do desenvolvimento do produto participaram um implantedontista, um radiologista, um protesista, e uma pessoa de Tecnologia da Informação, já que o guia tem uma parte mecânica e outra de software”, diz.

Para a diretora executiva da empresa, há uma relação entre inovação e ampliação de mercado: “Quando começamos a trabalhar com outros mercados os próprios clientes fazem a demanda. É muito importante saber escutar o cliente: o mercado é quem tem que ditar as regras. E a Bioart sempre teve essa virtude, essa cultura, que foi legada pelo próprio fundador”.

A ideia da criação da empresa, empreendida por Germano Piccin, que na época (década de 70) era técnico em mecânica na UFSCar, foi sugerida por um dentista, amigo dele. Consumidor de uma peça importada, o dentista teve dificuldades em encontrar quem consertasse o instrumento e procurou a ajuda do criador da Bio Art, que a arrumou. “Porque você não fabrica essa peça no Brasil? A gente não encontra, é caro…”, disse o amigo dentista na ocasião. Segundo Maria Isabel Piccin, naquele momento que a ideia da empresa foi implantada.

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