Cia. preto no Branco apresenta hoje “Ao Revés do Papel”
Neste domingo, 30, a Companhia de teatro Preto no Branco apresenta no Teatro Municipal de São Carlos o espetáculo “Ao Revés do Papel” com direção de Fernando Cruz. A apresentação será a partir das 20h e a entrada é franca.
Segundo o diretor teatral Fernando Chiari Cruz, “Ao Revés do Papel” é o resultado em forma de espetáculo de um projeto de pesquisa prático e teórico teatral chamado “Nozeróis”. “Este projeto tem como foco de pesquisa o heroísmo. Durante dois anos de projeto, o grupo Preto no Branco investigou em diversas mídias, histórias, livros, teorias o que é ou quem são os heróis. Encontramos no caminho pobres andarilhos contadores de histórias, que são os personagens do espetáculo”.
O diretor conta que “em ‘Ao Revés do Papel’ três andarilhos nos convidam a uma pausa para ouvir, ver e nos alimentar mais uma vez de estórias que nos levam para fora de nosso lugar comum. O tema, heroísmo como caminho de descoberta de suas inquietações. Um encontro de arquétipos que preenchem o imaginário humano”.
Os andarilhos da história procuram um lugar para matar a fome de suas vidas, contar as histórias que relembram um passado que anda escondido sob a mortalha do preconceito e dos costumes de uma sociedade hipócrita.
Acham que as pessoas continuam propagando histórias, acreditando e desacreditando nelas, sempre as fazendo presentes no inconsciente coletivo. Sempre necessárias e dotadas de mais um aumento de ponto em cada conto.
“Exatamente isso que os andarilhos atores narradores buscam. Porque precisam se alimentar, precisam continuar andando e aceitando as migalhas que lhes dão. Vidas miseráveis, destinos malditos. Maldito destino este de acreditar e se alimentar de papéis tão reversos”, ressalta Fernando.
O grupo preto no Branco partiu de improvisações cênicas provocadas pela pesquisa teórica e prática de treinamento de grupo. O texto é de autoria do próprio grupo em parceria com André Rocha e foi baseado em duas histórias, sendo do personagem de Ana Cabreuvana, do texto Romaria de Miroel Silveira e do conto local “A Mulher que dançou com o Diabo”.



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