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USP pode firmar parceria com Fazenda Santa Maria

25/05/2012 08h06 - Atualizado há 14 anos Publicado por: Redação
USP pode firmar parceria com Fazenda Santa Maria

A Universidade de São Paulo (USP) e a Fazenda Santa Maria do Monjolinho, de São Carlos, estudam a possibilidade de firmarem uma parceria para preservar o acervo pessoal do ex-ministro da Educação, Ernesto Souza Campos.

O coordenador do Museu Histórico do Curso de Medicina da USP, André Mota, esteve ontem na fazenda e ficou entusiasmado e surpreso com o que viu. “Me surpreendi muito. Havia um elo perdido entre a história da Escola de Medicina e a presença do professor Ernesto Sousa Campos e toda estas informações se encontram aqui em São Carlos. Mas não é somente sobre a Faculdade de Medicina. Pelo que pude ver nos documentos, todos eles fontes primárias, mostra a própria criação da Universidade de São Paulo está na fazenda”.

Com relação ao conjunto de documentos, Mota destaca a sua importância e riqueza. “Existem imagens fotográficos, um arquivo iconográfico imenso e belíssimo, registros particulares do professor Souza Campos e documentos oficiais que nem a universidade nem o curso de medicina possuem mais. Estou maravilhado. Existe uma Meca documental que precisa de cuidados, assim como a família vem dando, mas precisa de um apoio técnico mais profundo porque trata-se de uma documentação muito vasta e fundamental para a história institucional universitária paulista e brasileira”.

O pesquisar ressalta que vai trabalhar no sentido de buscar apoio para a preservação do acervo da Santa Maria. “Vamos tentar iniciar diálogo para uma futura parceria para ajudar a família a preservar toda a riqueza documental. Documentos em papel precisam de cuidados muito específicos. Minha visita à fazenda foi para verificar tudo. O objetivo é firmar parcerias para preservar a história”.

Para Mota, foi uma grata coincidência a descoberta de tal conjunto de documentos justamente no momento em que comemora-se os 100 anos da Escola de Medicina da universidade. “Não há nada por acaso neste mundo. No momento em que estamos entregando à Faculdade de Medicina o seu livro que relata a história de seu centenário, aparece esta Meca documental, que talvez seja o começo da construção de uma história dos próximos 100 anos da Faculdade de Medicina com esta documentação”.

O professor José Marcos Alves, da Escola de Engenharia da USP de São Carlos foi quem levou as informações sobre a Santa Maria para André Mota. “Temos um pedaço da história muito perto da gente e que desconhecíamos e levamos estas informações para a Faculdade de Medicina”, enfatizou ele.

História

Faculdade de Medicina da USP completa 100 anos de ciência

Em 2012, a Faculdade de Medicina da USP (FMUSP) completará 100 anos de existência. O centenário, comemorado em 19 de dezembro, será marcado por um ano de homenagens à primeira faculdade de medicina do estado de São Paulo, criada através de um acordo entre o Governo do Estado e a Fundação Rockfeller em 1912.

A unidade introduziu no Brasil o modelo de ensino médico baseado na existência de hospitais universitários, vinculados às escolas médicas e onde são realizadas as aulas práticas associadas a atividades de pesquisa e assistência. Ao longo de sua história a FMUSP foi pioneira na implantação de novas técnicas, que representaram avanços científicos na área médica e permitiram salvar milhares de vidas. Entre elas, o primeiro transplante de rim da América Latina (1965); o nascimento do primeiro bebê de proveta em hospital público do país (1991); e a realização de um transplante cardíaco no mais jovem paciente do país, um bebê de 20 dias (1995).

Contratado como professor doutor em 1988, Wilson Jacob-Filho, titular da área de Geriatria da Faculdade, se recorda de sua chegada ao corpo docente: “Quando aqui entrei, conheci um universo de grande intimidade entre os seus componentes. Professores, alunos e funcionários conheciam-se pelos nomes e hábitos, em contato constante em cada um dos espaços aqui existentes”. Com mais de quarenta anos de convivência com os inúmeros departamentos da FMUSP, Jacob-Filho pôde acompanhar a transformação desta instituição em um ambiente “cada vez melhor preparado para o seu destino de liderança científica”, declara.

Reconhecimento – Almejada por alunos de todo o país, e tendo Medicina como a carreira mais concorrida, com o índice de 49,25 candidatos por vaga na Fuvest 2011, a FMUSP possui 368 docentes responsáveis por lecionar aos 1405 estudantes de graduação, nos cursos de Medicina, Fisioterapia, Fonoaudiologia e Terapia Ocupacional e aos 1.430 alunos na pós-graduação estrito senso (Mestrado e Doutorado). A Faculdade também dispõe do maior programa de residência médica de todo o país, hoje com 1.196 residentes. Ainda, mantém cursos de especialização, aperfeiçoamento e extensão.

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