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Sobe para 39% o número de crianças com cárie

31/10/2012 11h19 - Atualizado há 13 anos Publicado por: Redação
Sobe para 39% o número de crianças com cárie

A visita de crianças pelo menos 4 vezes por ano no consultório Odontológico pode diminuir em 70% as chances delas terem cárie, é o que diz um levantamento feito pela Associação Brasileira de Odontologia. 

 

 

O número de crianças com até 3 anos de idade com cáries tem crescido no Brasil, principalmente na região sudeste onde os índices chegam a 39% e segundo dados do Ministério da Saúde mais da metade das crianças até os 5 anos de idade já tiveram cárie.

 

 

Mas as chances de diminuir esse índice não necessariamente a procura de um bom profissional. É sempre bom lembrar que para evitar que isso aconteça é importante que a mãe esteja ciente sobre os cuidados com o bebê durante o período de gestação.

 

 

“Infelizmente a realidade ainda está longe do que gostaríamos. Porém, já percebo uma melhora na condição bucal das crianças que nos procuram e principalmente uma conscientização maior das mães sobre prevenção, mas ainda hoje a cada 10 crianças menores de 5 anos que são atendidas no consultório, no mínimo 50% delas apresentam a doença cárie já instalada”, diz Mariana Iost Antunes, odontopediatra.

 

 

A cárie é uma doença que só pode ocorrer a partir do momento que os dentes de leite nascem, pois os Streptococcus do grupo Mutans (S.M.), são os microorganismos responsáveis pela doença cárie e juntamente com uma alimentação inadequada, só conseguem se fixar em estruturas duras da boca, ou seja, os dentes.

 

 

Mariana ressalta também que a doença não pode ser evitada, no entanto existem hábitos que devem ser mudados para que o número de crianças com cárie diminua.  

 

“Antes dos dentes de leite nascer, não se pode efetivamente evitar a cárie, mas sim iniciar hábitos saudáveis que sejam continuados após o nascimento dos dentes: como higienizar a mucosa do bebê com dedeira ou gaze e após a erupção dos dentes com a escovinha, além de uma alimentação saudável”, completa.

 

 

Quando nos referimos a alimentação saudável, podemos incluir as guloseimas que a criançada adora e não abre mão. A quantidade de açúcar pode trazer riscos à saúde bucal.

 

Rita de Cássia é balconista e quase não tinha tempo para vigiar o que sua filha comia o dia todo e quando chegava a hora do “tetê”, Rita fazia questão de deixar docinho o leite de da filhota Carolina que hoje tem 4 anos, ela confessa também que nunca negou, uma bala ou um chiclete, porém quando Carolina foi em sua primeira consulta no dentista, a criança já estava com cárie instalada.

 

“Não é apenas a questão açúcar que deve ser levada em consideração. Além do açúcar, a consistência destes alimentos mais “açucarados”, normalmente, é mais pegajosa o que dificulta a higiene dos dentes, por isso o aparecimento de cárie nesses casos se tornam mais freqüentes”, afirma Antunes.

 

 

 

 

Prevenção

 

 

Cárie é uma doença que pode e deve ser prevenida, para ser evitado todos os inúmeros tipos de futuros tratamentos. A prevenção deve ser feita desde a gestação, mas a partir do momento que a criança nasce a mãe deve se preocupar com em proporcionar uma alimentação saudável, além de bons hábitos de higiene bucal e consultas regulares ao dentista logo quando os dentes de leite começam a aparecer.

 

 

Porém durante o período de gestação a mãe deve ser bem orientada dos vários problemas que ela pode sofrer e causar para seus bebês quando elas não mantêm a própria saúde bucal.

 

 

Através da educação e de medidas que melhorem a saúde bucal da mãe é possível diminuir o risco de cárie do futuro bebê. Vale destacar que além da doença cárie as gestantes que tem problemas gengivais aumentam consideravelmente as chances dos seus bebês nascerem prematuros e de baixo peso.

 

 

“Por essa razão a gestante deve ser orientada pelo seu dentista sobre todos os cuidados que ela deve ter com a sua própria saúde e de como e quando pode iniciar a higiene bucal do seu bebê, além de verificar o melhor período para a primeira visita do bebê ao dentista”, afirma Mariana Iost Antunes, odontopediatria.

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