Santa Casa assina convênio para captar doadores de órgãos
A Santa Casa de São Carlos irá assinar na próxima quinta-feira, 30, às 11 horas, o convênio para a implantação da Comissão Intra-hospitalar de Captação de Órgãos e Tecidos Humanos. O contrato faz parte da Política Nacional de Captação e Transplante de Órgãos e Tecido humano desenvolvida pelo Ministério da Saúde e com parceria entre Estado, Município e a Santa Casa de São Carlos.
Com o convênio, foi transferido para as Secretarias de Saúde do Estado e Município fomentar e incentivar hospitais regionais que tenham porte, infraestrutura e equipe especializada para fazer a captação e o transplante de órgãos. A Santa Casa de São Carlos foi escolhida na região para ser um centro de captação. “O hospital foi selecionado entre outros da região por conta da estrutura física e da excelente equipe médica e de enfermagem. Outro hospital regional que está incluído na lista do Estado é o de Matão. Ribeirão Preto, que já tem tradição, fica como referência em transplante”, destacou Eduardo Pramparo, Gerente Hospitalar da Santa Casa de São Carlos. A seleção dos hospitais foi feita pela Diretoria Regional de Saúde (DRS III) com sede em Araraquara.
De acordo com Pramparo, o convênio chega para oferecer melhora na infraestrutura do hospital e qualificar e capacitar continuamente equipe médica e de enfermagem na busca ativa de possíveis doadores, monitoras o paciente para identificar os casos de morte encefálica e sensibilizar a família da importância da doação. “O convênio é um incentivo do governo do estado para manter a equipe especializada em captação e transplante de órgãos.São R$ 10 mil mês que serão destinados a este serviço”, observou.
Com a adesão da Santa Casa, que ocorreu em 2014, o coordenador da Comissão de Doação de Órgãos e Tecidos da Santa Casa de São Carlos, Ivan de Manzano Linjardi e as enfermeiras Maria Thereza Lazzarine e Cibele de Lourdes Santi Rubert fizeram cursos de capacitação oferecido pelo Estado. “A assinatura do convênio simboliza a consolidação do projeto”, disse Pramparo.
Segundo Pramparo, o recuso vem para qualificar os profissionais da área e fazer deles disseminadores de informação para que outros profissionais de saúde tenham conhecimento para detectar possíveis doadores.
O termo de adesão é o espelho da portaria baixada pelo Ministério da Saúde que busca ampliar a informação da importância da captação e transplante de órgãos, um ato de solidariedade que salva muitas vidas.
Linjardi acredita que com a regulamentação da Comissão pode existir um aumento no numero de doadores. “O importante é que a pessoa se manifeste ser doador em vida, deixar isso em registro para facilitar o processo de doação, mas caso isso não aconteça, a Comissão terá a função de captar possíveis doadores, esclarecer, orientar e dar apoio para a família, e se for o desejo familiar, dar andamento ao processo de doação. Vale ressaltar que uma doação de múltiplos órgãos pode salvar várias vidas”, analisou.



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