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Regulamentação de outdoors vai além do perigo para o trânsito

24/08/2012 12h21 - Atualizado há 13 anos Publicado por: Redação
Regulamentação de outdoors vai além do perigo para o trânsito

 

O projeto de lei para regulamentar o número e a disposição de placas publicitárias na cidade, estudado pelo vereador Lineu Navarro (PT), levanta debates que vão além dos problemas que esse meio de informação pode trazer para o trânsito da cidade. “Acho boa essa discussão, pois levanta várias questões, como a do direito à livre-expressão, ao livre comércio, e também a questão do direito ao patrimônio urbano”, afirma David Sperling, professor do Instituto de Arquitetura e Urbanismo da USP.

O conceito de poluição visual é definido usando dois critérios: o excesso de imagens e a falta de projeto que articule essas várias imagens num todo razoavelmente harmônico. “Uma dimensão maior, um volume maior, excessivo para comunicação de algo, e a falta de relação entre esses vários projetos de comunicação, isso é a poluição visual”, afirma Sperling, que diz existirem espaços visualmente poluídos na cidade: “Na Avenida São Carlos, que é cartão postal, a situação é crítica. Temos um patrimônio interessantíssimo na cidade e que está encoberto por uma espécie de pele que não tem história, e por baixo dela tem muita riqueza urbana. Quando falamos de sustentabilidade urbana, a poluição visual é um tema importante”, explica o professor da USP.

 

Opiniões

“Sou contra a regulamentação”, diz a cabeleireira Ananda da Silva, que explica: “Como comerciante, acho que os outdoors são um meio importante de divulgar nosso trabalho. É um benefício, consegui muita informação importante em outdoor”.

“Acho que tem que normatizar para não virar bagunça.Outdoors podem, sim, atrapalhar e desviar a atenção do motorista e provocar acidentes, principalmente se os anúncios são colocados em cruzamentos, intersecções de vias. Sem contar a questão estética”, afirma o Diretor da Ciretran (Circunscrição Regional de Trânsito), Geraldo Souza Filho.

 Segundo o taxista de 47 anos que não quis se identificar: “Estou focado no trânsito e acabo nem prestando atenção nos outdoors. Mas acho que a cidade ficaria mais limpa, mais organizada”, diz.

“Tem alguns lugares que não atrapalham, mas perto de prédios, de estabelecimentos comerciais fica com um monte de informação. Já nas rodovias, em lugares com mais espaços, acho que não tem problema”, diz a auxiliar administrativa, que preferiu o anonimato.

É importante ressaltar que cabe ao Executivo (Prefeitura) criar regras para o imobiliário urbano, e que o projeto de lei proposto pelo vereador ainda está na fase de estudo.  

 

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