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Pedras aquecidas protegem animais

29/09/2012 13h14 - Atualizado há 13 anos Publicado por: Redação
Pedras aquecidas protegem animais

Muitos dos cerca de 800 animais do Parque Ecológico de São Carlos exigem cuidados especiais em circunstâncias de queda brusca de temperatura como a que São Carlos enfrenta esta semana: “Existem muitos animais que respondem a esta situação. Uns de forma positiva, como a lhama, o cisne; outros de forma negativa, como, por exemplo, os animais amazônicos. Precisamos mantê-los confortáveis”, explica Fernando Magnani, biólogo e administrador do Parque, que completa: “E para mantê-los confortáveis usamos pedras aquecidas, lâmpadas de aquecimento, aquecedores, calefação; fechamento do terrário”.

Segundo o biólogo, o problema de São Carlos não é muito a temperatura, e sim a sensação térmica por causa do vento: “Isso é primordial para as aves: apesar das penas, que funcionam como um cobertor, o vento tende a deslocá-las e roubar o ar que está aquecido debaixo dessa espécie de cobertor. Então o que fazemos é criar um recinto, usando a estrutura física do próprio local, e criando um ambiente onde ela possa ficar longe da corrente de ar”.

Dentre as várias espécies do Parque Ecológico, os animais maiores são os menos vulneráveis a essa variação de temperatura, explica Magnani: “O organismo deles consegue responder melhor à perda ou ganho de calor. Um exemplo é o urso. O urso sofre um pouco mais com o calor, mas é só oferecer uma piscina pra ele. Com o pêlo molhado é como se ele estivesse na piscina estando fora dela”, afirma.

“Os pingüins pouco são afetados: o ambiente deles é controlado e fica em constantes 15º”, diz Magnani.  

Grandes mudanças no regime alimentar durante essa queda de temperatura, no entanto, não são necessárias: “A dieta muda muito pouco, pois é um risco muito grande: se eles não se adaptarem à nova alimentação e pararem de comer, o impacto do frio aumenta. Só acrescentamos um pouco mais, um item, mas mudar, não; acrescentamos um suplemente de vitamina, alguma coisa mais calórica”, explica o administrador do Parque.

Ao contrário dos seres humanos, no frio o animal não come nem mais nem menos, diz Magnani: “O volume é o mesmo. Nós comemos mais. Se o animal comer mais, está doente. Se comer menos,está doente também. Ele mantém sempre a dieta dele controlada. Ele já tem uma massa corporal que a natureza criou para ser equilibrada, tanto no calor quanto no frio. Nós que enraizamos essa característica até curiosa, até perigosa de colocar mais combustível na fornalha”.

Mudanças de temperatura como as desta semana, no entanto, não surpreende a administração do Parque: “Se constrói um recinto para determinada espécie. Existe um planejamento que envolve um monte de questões técnicas para o frio e para o calor. Colocamos na estrutura física do recinto elementos com os quais possamos resolver rapidamente o problema. Então quando chega a notícia de que vai haver uma queda na temperatura, em duas horas tudo está pronto”, explica Fernando Magnani.

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