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Autonomia do Caaso é questionada por promotor

31/08/2012 12h33 - Atualizado há 14 anos Publicado por: Redação
Autonomia do Caaso é questionada por promotor

A discussão do consumo e venda de bebidas alcoólicas dentro do campus, além do uso do espaço público para festas acadêmicas, voltou à tona, após o promotor de Meio Ambiente, Marcos Roberto Funari, abrir uma ação no Ministério Público, questionando sobre tal autonomia dos estudantes do Centro Acadêmico Armando Salles (Caaso) em espaço público.

Um protesto dos estudantes da Universidade de São Paulo (USP) vinculados ao Caaso marcou a tarde de quarta-feira, 29, prolongando-se até a manhã de quinta-feira. Membros do Conselho Gestor, formado por um representante de cada unidade, alunos e funcionários, se reuniram para discutir três pautas sendo, o plano de segurança interna, novo estatuto do alojamento e a autonomia do Caaso.

Na reunião que começou às 14h e só terminou por volta das 18h30 ficou acertado o plano de segurança, que terá uma comissão permanente na universidade para discutir todas as propostas sugeridas por funcionários e alunos e depois levadas ao Conselho Gestor.

Como a pauta da autonomia não chegou a ser finalizada e foi adiada para uma próxima reunião, os estudantes intensificaram o protesto impedindo a saída dos funcionários e membros do Conselho Gestor de deixarem o prédio. Além de pernoitarem embaixo do prédio E1.

Com a notificação do Ministério Público à Procuradoria Geral da USP, o corpo jurídico foi acionado para averiguar dentro da legislação e do regimento interno quais as providências serão tomadas. Se limitará ou não a autonomia dos estudantes do Centro Acadêmico.

Segundo o professor do Instituto de Química e presidente do Conselho Gestor do campus São Carlos, Albérico Borges Ferreira da Silva, a questão da autonomia do Caaso já foi prorrogada por várias vezes, mas agora com intervenção do Ministério Público uma decisão precisa ser tomada.

“Fizemos a reunião para estabelecer as respostas que daríamos ao promotor, diante as indagações dele. A partir desse momento criamos uma comissão que irá se reunir com os estudantes para discutir o futuro do Caaso. E ao mesmo tempo manteremos o diálogo com a promotoria para saber como proceder diante a legislação”, comenta Silva.

O que os estudantes pressionam o Conselho Gestor é que se ache dentro da lei alguma “brecha” para que a autonomia do centro em festas, venda e consumo de bebidas alcoólicas seja mantida.

De acordo com o diretor do Caaso, Rafael Ferrer, falta democracia na USP e os alunos irão pressionar o Conselho Gestor que não ocorra desarticulação do Caaso. “A USP está cada vez mais antidemocrática, mais elitizada e fechada. A nossa luta será para manter o Caaso, como ele sempre foi, vamos permanecer mobilizados”, ressalta.

No dia 19 de setembro uma nova reunião foi marcada para concluir as pautas do novo estatuto do alojamento estudantil e da autonomia do Caaso.

 

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Comentários

4 respostas para “Autonomia do Caaso é questionada por promotor”

  1. Não é necessário achar uma “brecha” na lei para manter o consumo e venda de bebidas alcoólicas na USP, a USP, como autarquia especial, apoio da constituição e de acordo com o parecer da comissão jurídica tem plena autonomia para decidir a questão.

  2. É exatamente isso. Não vamos parar de lutar pelo mantimento do CAASO! É inclusive um dever nosso para com a sociedade são carlense manter seu patrimônio histórico como está, inteiramente marcado pela luta por democracia e justiça! Querem invadir e transformar essa casa sem que concordemos! Mas se eles querem que fiquemos calados, aí nos faremos barulho.. Se eles querem que deixemos o CAASO, aí, mais que nunca, o ocuparemos! Lutaremos por uma Sao Carlos melhor!! Os estudantes são o CAASO e o CAASO é São Carlos!! A separação destes é altamente prejorativa! E é exatamente isso que estão querendo fazer!! Mas ninguém irá nos calar… Pois se isso acontecer, o que se sobra nesta cidade de valor, sua voz, lhe será arrancado.
    Entendam, a luta não é por festas, bebidas, aloja.. A luta é pela DEMOCRACIA!! Fomos despertados, e estamos apenas começando…..

  3. Parabéns ao Primeira Página por fazer a única reportagem imparcial sobre o ato que eu li até agora.

  4. “O que os estudantes pressionam o Conselho Gestor é que se ache dentro da lei alguma “brecha” para que a autonomia do centro em festas, venda e consumo de bebidas alcoólicas seja mantida.
    De acordo com o diretor do Caaso, Rafael Ferrer, falta democracia na USP e os alunos irão pressionar o Conselho Gestor que não ocorra desarticulação do Caaso. ”

    trecho muito mal escrito!!

    O que os estudantes pressionam o Conselho Gestor é PARA que se ache dentro da lei alguma “brecha” para que a autonomia do centro em festas, venda e consumo de bebidas alcoólicas seja mantida.
    De acordo com o diretor do Caaso, Rafael Ferrer, falta democracia na USP e os alunos irão pressionar o Conselho Gestor PARA que não ocorra desarticulação do Caaso.

    Mas fica cheio de que e de “para que”. O que mata foi começar com ” o que os estudantes pressionam o Conselho Gestor”, péssima estrutura.

    Sugestão:

    Os estudantes pressionam o Conselho Gestor para que se ache dentro da lei alguma “brecha” para a manutenção da autonomia do centro em festas, venda e consumo de bebidas alcoólicas.
    De acordo com o diretor do Caaso, Rafael Ferrer, falta democracia na (esse na não tá incorreto, mas falta democracia no espaço físico da usp ou falta democracia À instituição Universidade de São Paulo? A segunda parece mais adequada) USP e os alunos irão pressionar o Conselho Gestor para evitar a desarticulação do Caaso.

    Ainda assim não está muito bom, reparem que em um textículo de 6 linhas a informação de que “os estudantes pressionam o conselho gestor” aparece duas vezes. Por ser mais uma questão semântica que sintática, não está tanto na alçada da revisão corrigir – teria que voltar pro autor rever.

    Sei que é pouca coisa, mas só li essa notícia e estava assim. E é sempre assim, leio só uma ou duas notícias do jornal e sempre tem uns desvios evidentes, não importa quem assine (exceto quando é da Agência Estado). Um pouco triste, mas como o povão é tudo sem educação (no sentido de que nunca teve boa escola, nem os ricos) ninguém percebe mesmo.

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