A tragédia do Nepal
Há uma frase antiga, da autoria do escritor britânico John Collins, que diz o seguinte: na prosperidade, nossos amigos nos conhecem; nas adversidades, conhecemos nossos amigos.
Lembrei dessa frase ao ler, no site G1, a notícia sobre o terremoto ocorrido no Nepal, no último sábado, 25. De acordo com o portal, o número de mortos contabilizado até o momento em que escrevo este artigo já chega próximo a quatro mil pessoas, além de centenas de milhares que estão sem abrigo e comida.
Nesse momento, querido leitor, você deve estar se perguntando: e o que tem a ver a frase de Collins com a tragédia ocorrida no Nepal? A associação que fiz pode não ter muito sentido para alguns, mas, em alguns trechos da notícia publicada no G1, afirma-se que países como Paquistão, Estados Unidos, China e Israel já encontram-se no Nepal para ajudar a população, escavando toneladas de escombros em busca de milhares de pessoas ainda desaparecidas, além de outras equipes com unidades do Japão, EUA e Inglaterra, equipadas com cães farejadores e equipamentos pesados para retirada dos escombros.
Estou certa de que muitos leitores nesse momento consideram-me inocente ao pensar que tais países estejam sendo altruístas quando, na realidade, muitos deles podem estar prestando esse apoio simplesmente por algum tipo de interesse.
Pode ser que sim, pode ser que não, pode ser que sim em alguns casos. Sinceramente, prefiro continuar vestindo minhas lentes cor-de-rosa pensando que, de fato, trata-se de uma atitude nobre por parte desses países, tentando tornar menos trágico o cenário de um local já castigado, entre outras coisas, pela grande miséria.
Momentos e atitudes como essa bastam para que, pelo menos por um curto momento, minha fé na humanidade seja resgatada. É como se, diante de uma situação triste e muito trágica, as pessoas sensibilizem-se a tal ponto que interesses políticos e econômicos tornam-se secundários.
É certo que, por mais que esforços internacionais sejam feitos, o pior para muitos nepaleses ainda esteja por vir. Continuo tendo fé em que, mesmo depois de passado o terremoto, o mundo esteja disposto a continuar dando suporte ao pequeno país, não interessa por qual motivo seja.
(*) Jornalista



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