Presidente da União Estudantil visita São Carlos
Eleito no Congresso de Piracicaba em 2011, Alexandre Cherno Silva, presidente da União Estadual dos Estudantes de São Paulo (UEE-SP), faz uma visita à região para divulgar o 11º Congresso da entidade, a ser realizado entre os dias 14 e 16 de junho, em Ibiúna.
A escolha da cidade visa relembrar os 45 anos do 30º Congresso da União Nacional dos Estudantes (UNE), lá realizado, e que marcou o movimento estudantil, já que, na ocasião, cerca de 700 pessoas, entre estudantes e lideranças do movimento, foram presas pelos militares.
“O movimento estudantil”, afirma Alexandre, “considera o Congresso de Ibiúna decisivo, não só para criar a identidade do movimento, mas também na construção da democracia no Brasil, pois foi bastante radicalizado e corajoso, e se colocava contra o regime de exceção”.
Segundo ele, foi pensada uma medida que fizesse um diálogo entre a geração de 1968, por eles considerada emblemática, e o movimento estudantil hoje: “Levar o congresso para Ibiúna é reafirmar a identidade de luta do movimento, é nos voltarmos para nossa memória para afirmar nosso futuro”.
Dentre os líderes presos em Ibiúna em 1968, estavam José Dirceu (na época presidente da UEE-SP), Franklin Martins (ex-ministro do governo Dilma Rousseff) e José Genoino. Questionado sobre como o movimento estudantil articula o fato de dois deles (José Genoino e José Dirceu) serem líderes à época e terem sido, atualmente, condenados pelos Supremo Tribunal Federal no julgamento do Mensalão, Alexandre diz: “O fato de eles terem sido condenados hoje é o fato de estarmos em uma democracia, onde todos estão suscetíveis a serem condenados. A UEE defende que tudo seja esclarecido e, se houver culpado (que acho que o povo brasileiro ainda não conhece, mesmo porque é um julgamento muito confuso do ponto de vista de informação para o povo) seja cumprido o que a justiça determina. Nós reconhecemos a história de luta democrática desses líderes. É importante para nossa entidade contar nossa história, e o elo de ligação que fazemos é institucional”.
Os estudantes de Ibiúna terão seus processos de anistia acelerados pelo governo brasileiro. A decisão foi confirmada recentemente pelo presidente da Comissão de Anistia e secretário nacional de Justiça, Paulo Abrão, durante reunião com dirigentes da UEE.
A UEE
Segundo Alexandre, a UEE conta com 51 diretores que estão distribuídos pelo Estado de São Paulo, sendo 15 deles diretores executivos: “Cada diretoria tem uma função específica e cada região do Estado é contemplada com um vice regional, que é quem responde pela UEE na região”.
Alexandre afirma que durante sua gestão a entidade atuou tanto na esfera institucional como na mobilização dos estudantes. Como ações à frente da UEE, ele cita a luta pela PEC 9, ou PEC do pré-sal, projeto da UEE que visa destinar 50% do fundo social dos royalties do pré-sal de São Paulo para educação, ciência, tecnologia e meio ambiente.
Além disso, afirma, criaram um projeto de lei que visa dar gratuidade no transporte aos alunos do Prouni (Programa Universidade para Todos): “Entendemos que eles, sendo comprovadamente de baixa renda, e que boa parte deles não consiga se manter da universidade pois não têm condições”.
Alexandre ainda cita a CPI do Ensino Privado, instaurada pela Assembléia Legislativa do Estado. Segundo o presidente da entidade, instalada em função de denúncias feitas pela UEE: “Ela começou em 2011, teve duração de cerca de 2 meses, e levantou muitas denúncias que fomos levar em relação, entre outras coisas, à regulação dessas universidades. Uma comissão de deputados foi criada e visitou universidade, e realizaram uma cartilha com o posicionamento da CPI. Foi o carro chefe para protestarmos junto ao MEC em relação ao ensino privado”, explica.



ih//VAI MUDAR ALGUMA COISA??QUANTO O PT VAI FAZER DE DOAÇÃO PRA CALAR A BOCA DOS ESTUDANTES??