Itirapina tem cemitério de vagões ao céu aberto
A antiga estação ferroviária existente na cidade de Itirapina, que com o tempo teve seu estado original corroído, abriga ao seu redor um cemitério de vagões de trem totalmente inutilizáveis pela ALL – América Latina Logística.
Vagões que já foram usados no transporte de cargas e até mesmo no transporte de passageiros estão parados sem utilidade no local. Pichados ou tomados pelo mato alto, esses vagões estão sem nenhuma utilização a não ser “embelezar” a antiga estação.
Ao todo, foram sete vagões encontrados, todos enfileirados na linha férrea que na ocasião também estava com o mato, predominando por toda a parte. Galão de óleo usado para lubrificar as locomotivas, pneu, tocos de madeira que compõem a linha férrea e até uma placa com os dizeres “Depósito de sucatas turma de via Itirapina” é possível ser visto na região.
O morador José Hilton, que estava passeando pelo local, diz se sentir triste por ver vagões parados no local. Ele já presenciou, em uma ocasião, pessoas fazendo mau uso do local. “Uma vez eu vi uns meninos bebendo e fumando aqui, era por volta de nove da noite”, relata.
De acordo com Hilton, não existe perigo no local. “Eu nunca ouvi dizer que alguém foi assaltado aqui na estação, só o pessoal que vem fumar e beber”, afirma.
SÃO CARLOS –Em São Carlos, a situação não é diferente, no bairro Cruzeiro do Sul, foi possível ver a mesma situação, vagões são encontrados parados, em trilhos que não tem continuidade e que estão totalmente desativados. Alguns deles até estão com suas rodas, totalmente cobertas pelo mato e terras.
O local é de fácil acesso por pessoas, foi possível encontrar jovens passeando pelos trilhos, subindo nos vagões que estão abertos. “Eu passo aqui pra cortar caminho, ou até mesmo venho me distrair”, diz um menor que estava no local.
OUTRO LADO – Contatada, pela situação da paralisação desses vagões em meio às cidades, em nota, a assessoria da ALL relata que a empresa tem total interesse na remoção dos vagões de sua responsabilidade que não têm condições de recuperação, sejam eles passivos anteriores ou posteriores à concessão da companhia. A empresa precisa, contudo, de autorização para esse processo, já que o material obsoleto é de propriedade da União. A ALL, em conjunto com a ANTF (Associação Nacional dos Transportadores Ferroviários) e com as outras concessionárias ferroviárias, que também possuem ativos nestas condições em suas malhas, trabalha por uma solução permanente para este caso.



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