Descarte de resíduos de construção civil é privatizado em São Carlos
A partir de 1º de maio, os resíduos de construção civil da cidade advindos da iniciativa privada serão descartados e remanejados pela empresa AMX Ambiental Indústria e Comércio de Reciclagem, que cobrará pelo serviço. Até o último dia 12, o depósito dos resíduos era feito na entulheira localizada no Sítio dos Cocais, ao lado do bairro Cidade Aracy, fechada por ordem da Companhia Ambiental do Estado de São Paulo (Cetesb).
Embora a prefeitura esteja preparando o licenciamento de operação de uma entulheira localizada em área próxima ao Jardim Zavaglia, ela receberá apenas os descartes advindos das próprias ações da prefeitura, não mais de empreendimentos privados: “A prefeitura não vai mais dar condições para empreendedores individuais da construção civil descartar resíduos na entulheira da prefeitura”, afirma José Galizia Tundisi, secretário municipal de Desenvolvimento Sustentável, Ciência e Tecnologia.
“Ontem (18) fizemos reunião com os caçambeiros, já levando o esclarecimento a eles que, até o dia 1º de maio, nós vamos receber através de uma empresa privada”, disse Carlos Talarico, diretor de Serviços Urbanos, que completa: “Essa empresa é a única que tem a licença de operação na cidade de São Carlos. E até o dia 30 não será cobrado nada. Após isso, mediante as leis ambientais que agora estão sendo exercidas, eles terão que fazer o pagamento pelo serviço”.
A decisão, que foi anunciada à imprensa na manhã de ontem, recebeu protestos de 11 empresários de transporte de caçamba, que se reuniram com vereadores no fim da tarde de ontem. O motivo foram os valores cobrados pela empresa: “O que estamos tentando acertar é uma área para descarte. Até sexta tínhamos uma área, ela foi fechada. Foi destinado um local particular para despejarmos esse resíduo, porém o valor que estão nos cobrando é um absurdo, pois o preço da caçamba vai subir em torno de 120% . Queremos uma área, não de graça, mas com um custo menor, pois não temos como repassar esses valores para nossos clientes”, afirma Eduardo Araújo, um dos empresários presentes.
Segundo ele, com o valor cobrado, o preço da caçamba poderia custar entre R$ 120 e R$ 500, dependendo do material descartado: “Isso só o descarte da caçamba, fora o valor do aluguel. O descarte de uma poda de árvore, por exemplo, vai custar cerca de R$ 500”, afirma.
COBRANÇA
No anúncio da decisão à imprensa, a prefeitura afirma que o descarte será gratuito até o dia 30 de abril. No entanto, documento distribuído no protesto dos “caçambeiros” afirma que a gratuidade é válida para dois tipos de resíduos: tipos A (entulho, alvenaria, cerâmica, placas de concreto de pequeno porte, solo, areia) e B (madeira, plástico, papéis, metais, ferros e vidros). Segundo o documento, outros resíduos que não estejam discriminados nos tipos A e B serão cobrados normalmente.



Aonde estava fazendo o novo lixão tem uma nascente ,sera que a empresa responsável pelo aterramento viu???ou o Pt deixou passar batido?/