Oficinas para construção do Plano Nacional de Cultura circularam por mais 11 estados
Documento vai definir metas para os próximos 10 anos e é construído com participação social

A caravana do Ministério da Cultura (MinC) que realiza oficinas territoriais para a construção do Plano Nacional de Cultura (PNC) continua viajando pelo Brasil. No mês de novembro, a equipe passou por 11 capitais brasileiras e promoveu espaços de escuta e participação social para debater metas e diretrizes que vão conduzir o setor cultural pelos próximos 10 anos.
As oficinas acontecem com o apoio dos governos locais, tanto municipais como estaduais, e contam também com o apoio dos Comitês de Cultura. Como parte do Programa Nacional dos Comitês de Cultura (PNCC), eles colaboram na mobilização e divulgação das atividades. Além dos Escritórios Estaduais do MinC nas capitais, que participam de todo o processo.
“Essa integração é muito necessária. A gente só vence as barreiras com integração. Para a gente é um espaço e uma oportunidade muito especial”, avaliou a coordenadora-geral dos Comitês de Cultura no MinC, Mirela Araújo, que participou das oficinas em diversos estados ao longo do mês.
Construção coletiva
No Pará, os encontros aconteceram em Belém, nos dias 6 e 7 de novembro. Na avaliação do Comitê de Cultura do estado, “foram dois dias de muitas trocas, debates e experiências engrandecedoras”.
Na mesma data, a comunidade cultural de Alagoas também estava reunida em Maceió para a oficina do PNC. Na ocasião, a secretária de Estado da Cultura e Economia Criativa de Alagoas, Mellina Freitas, reforçou a importância do envolvimento da população. “É um momento importante para que a voz de Alagoas seja ouvida. É fundamental que as especificidades da nossa cultura estejam presentes nas diretrizes que vão nortear o setor nos próximos dez anos”, afirmou.
No Amapá, a caravana aterrissou em Macapá nos dias 8 e 9 de novembro. “Estamos aqui para construir a nova política que a gente sonha enquanto fazedores de cultura e enquanto gestores. Ver este auditório lotado e poder disponibilizar, enquanto estado, esse espaço, mostra quanto todos estão envolvidos em construir esse novo momento”, afirmou a secretária de Cultura do Amapá, Clícia Di Miceli.
Em São Paulo, a mesa de abertura da oficina, no dia 8 de novembro, reuniu representantes do movimento cultural e do poder público, lideranças locais, autoridades e instituições, promovendo um diálogo direto com a sociedade civil. As atividades foram marcadas pela escuta ativa das demandas e necessidades do setor e abriram espaço para que diferentes vozes expressassem suas perspectivas sobre o futuro da cultura no Brasil. O MC e escritor Lucas Afonso fez uma apresentação artística, cantando pela primeira vez uma música ainda em processo de composição, em parceria com Curumin.
“Está sempre faltando um pedaço, em elo da nossa corrente, então sigo ocupando espaços pelos os que virão e por quem está ausente. A sola desses pés descalços que pisam nessas selas quentes, não pisam nesses prédios altos de quem só quer pisar na gente”, recitou o poeta.



Deixe um comentário
Você precisa fazer o login para publicar um comentário.