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Paralisações do Banco do Brasil podem chegar a São Carlos

22/03/2013 11h25 - Atualizado há 13 anos Publicado por: Redação
Paralisações do Banco do Brasil podem chegar a São Carlos

Na última quarta-feira, 20, funcionários do Banco do Brasil (BB) paralisaram agências em várias cidades do país contra o novo plano de funções comissionadas, implantado em janeiro deste ano, sem negociação com os empregados da instituição, de acordo com a Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf).

 

Em São Carlos, não teve nenhuma agência paralisada no mesmo dia, porém o presidente do Sindicato dos Bancários, Lauriberto Antônio Viganon, não descarta a possibilidade de a paralisação tomar proporções maiores e chegar às demais cidades do interior paulista.

“Por enquanto as paralisações são de poucos funcionários e de algumas agências. Se as manifestações passarem a ter maior adesão nas grandes cidades e capitais, com certeza, poderão atingir as agências de São Carlos e região, tornando-se um movimento unificado”, comenta o presidente.

Viganon também explica que a paralisação é uma estratégia dos funcionários para forçar uma abertura de negociações para um novo acordo. Sobre a perda nas funções comissionadas, isso pode ser sentido em vários níveis pelos funcionários, principalmente os mais antigos. “Há funcionários que sentem mais perdas salariais do que outros, as diferenças ocorrem de acordo com o tempo de carreira e cargos comissionados na instituição”, explica Viganon.

De acordo com a Contraf, 25 agências do BB na região central da capital paulista retardaram início do atendimento externo para as 12 horas e os funcionários distribuíram carta explicativa à população sobre as motivações do movimento. Paralisações semelhantes foram feitas nas demais capitais e cidades de grande porte como São Caetano, Campinas e Americana, em São Paulo.

O coordenador nacional de negociações da Contraf com o BB, Willian Mendes, disse que o novo plano de funções comissionadas trouxe perda média de 16,25% nos salários e os funcionários têm cada vez mais clareza de que o plano imposto pela direção do BB prejudica a categoria. “Como a direção está irredutível, somente a pressão e a mobilização farão o banco negociar nossas reivindicações”, disse.

O Banco do Brasil divulgou nota informando que “a paralisação é parcial, apenas em alguns estados, com baixo índice de adesão dos funcionários”.

Quanto ao novo plano de funções comissionadas, que está na raiz da insatisfação dos bancários, o BB informa que “é um plano totalmente adequado à legislação trabalhista e que valoriza os funcionários. A adesão às jornadas de seis horas é voluntária e poderá ocorrer a qualquer tempo”.

A nota do BB diz que o plano anunciado em janeiro contabiliza aumento de 12% no valor da hora de trabalho para quem optar pela jornada de seis horas e que não haverá desvalorização de salário, mas sim “redução do número de horas trabalhadas a serem pagas”.

 

GREVE DE ADVERTÊNCIA – Em sinal de protesto contra as mudanças no sistema de classificação de funções feitas pelo Banco do Brasil, no dia 6 de março teve início um movimento de paralisação de 24 horas nos centros administrativos e nas agências do banco na capital paulista, Osasco e região, onde atuam em torno de 14 mil trabalhadores, segundo o Sindicato dos Bancários de São Paulo, Osasco e Região. A paralisação foi acertada em assembleia e já está se agendando uma segunda paralisação.

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