Turismo gera 4.628 empregos em São Carlos em fevereiro
Atividademovimenta hotelaria, transportes, atrativos turísticos, restaurantes, artesões, agentes culturais, guias de turismo e comércio

O turismo, setor econômico que movimenta vários outros segmentos, gerou 4.600 empregos formais em São Carlos em fevereiro, de acordo com dados do CAGED (Cadastro dos Empregados e Desempregados) do Ministério do Trabalho, Emprego e Renda e análise da FecomercioSP (Federação do Comércio do Estado de São Paulo).
Do total de vagas geradas, 3.385 foram na Alimentação; 762 em Arte, Recreação, Cultura e Esportiva. Alojamento gerou 322 empregos, organização de eventos abriu 67 vagas e locação de veículos mais 53.
Abrigando multinacionais, como VW, Tecumseh, Electrolux e Faber Castell, além de contar com universidades como USP, UFSCar e UNICEP, e contando com Hospital Universitário, Santa Casa e AME, além de forte rede de serviços e com centro comercial forte e shopping center, São Carlos é polo de atração de várias cidades da região, para compras, tratamentos de saúde, eventos de conhecimento e negócios em geral.
“Na cidade de São Carlos, são 4,6 mil pessoas com carteira assinada nos segmentos com alto grau de interação com o turismo, com destaque para alimentação. No entanto, o impacto do turismo numa região não se dá somente nas atividades tradicionais, até pela transversalidade do setor. Os supermercados, farmácias, lojas de roupas, salões de beleza, entre outros, sofrem algum tipo de influência de gastos de visitantes na cidade”, afirma o presidente do Conselho de Turismo da FecomercioSP, Guilherme Dietze.
Segundo ele, a abertura de postos de trabalho pode ser muito maior, mas a mensuração é muito difícil. “É complexo tentar entender, por exemplo, qual o grau de participação do turismo num supermercado, de quantos reais do faturamento são de turistas e o enquanto é de moradores locais. De qualquer forma, como a cadeia do turismo é longa, o setor fica sendo um importante impulsionador da economia local”, destaca ele.
O especialista em turismo, Antonio Carlos Thobias, ressalta que os municípios devem promover políticas públicas para alavancar o turismo. “O turismo é uma atividade econômica igual a qualquer outro empreendimento. Se o município não oferece o mínimo para o empreendedor começar diminui de forma significativo do as chances e colocar os seus recursos no território” comenta.
Segundo ele, o município deve ter planejamento e conseguir vender para população que a atividade turística pode trazer desenvolvimento econômico sustentável para todos. “O empreendedor deve se qualificar e conhecer os desafios que terá pela frente como empreendedor”, reflete.
Ele explica que o sucesso do turismo de aventuras em Brotas não se limita ás belezas naturais. “Além das riquezas naturais que o município possui é um povo hospitaleiro o grande diferencial de Brotas está nos seus empreendedores que acreditaram na atividade turística dia a dia se qualificando e investido tempo e dinheiro”.
Thobias lembra que o turismo movimenta de forma direta segmentos como hotelaria, atrativos turísticos, restaurantes, artesões, agentes culturais, guias de turismo, comércio diferenciado (venda de queijos, doces, pingas etc…) e agências de turismo receptivo e indiretamente toda a economia de uma cidade.
Segundo ele, é difícil um município que compreenda o turismo é atividade econômico que deve ter empreendedores à frente do setor com apoio e políticas públicas do setor público. “Caso os empreendedores não queiram atuar neste segmento, paciência. Ninguém pode obrigar um empreendedor a abrir um negócio no qual ele não acredita”.
Outro case de sucesso é Porto Ferreira na produção e venda de louças e decoração que leva cerca de 60 mil turistas por mês ao município. “O que os municípios de Porto e Brotas têm um comum, que pode servir de exemplo para as demais cidade, é ter uma governança forte formada por grupos de empresários”, conclui Thobias.



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