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Azuaite lamenta aprovação de projeto que exclui restrições a clubes de tiros na cidade

A medida aprovada em nível local se conflita com o Decreto Federal nº 11.615/23, em vigor no país

11/09/2023 13h53 - Atualizado há 3 anos Publicado por: Redação
Azuaite lamenta aprovação de projeto que exclui restrições a clubes de tiros na cidade Vereador Azuaite: Preocupação com políticas sociais, educação e criação de espaços de paz e segurança

O vereador Azuaite Martins de França lamentou a aprovação pela Câmara, de um projeto de lei de iniciativa parlamentar que libera as entidades destinadas à prática e treinamento de tiro desportivo em São Carlos, de estarem sujeitas a distanciamento mínimo de quaisquer outras atividades. O projeto também determina que essas entidades possam funcionar sem restrição de horário.

Ao votar contrariamente ao projeto na sessão plenária do último dia 5, Azuaite afirmou esperar que “um dia a luz chegará talvez eles (os vereadores que aprovaram a matéria) venham a se convencer do equívoco, pois é mais fácil vencer um Exército do que convencer um ignorante”.

A medida aprovada em nível local se conflita com o Decreto Federal nº 11.615/23, em vigor no país, que criou restrição de distanciamento, sob a justificativa de requisito de segurança pública, das entidades de tiro desportivo em relação a outros estabelecimentos de ensino (art.38, I,), bem como fixou horário de funcionamento entre as seis horas e as vinte e duas horas (inciso III).

“Eu sou pela paz”, afirmou Azuaite ao se posicionar sobre o tema. “Estou preocupado com aqueles que estão pedindo esmolas nas ruas de São Carlos; estou preocupado com a inércia daqueles a quem compete ter política pública para atender os mais pobres, mas não fazem nada. Trocam cestas básicas por votos; eu estou preocupado com a educação, em promover a paz, a liberdade, com a criação de espaços de paz e segurança”, disse.

“Acho que as Forças Armadas têm o monopólio das armas, assim como a Polícia, e critico aqueles que fazem uso da arma como instrumento de perseguição e de morte aos negros e pardos, injustiçados e confundidos com bandidos o tempo todos neste Brasil sem que se façam protestos contra eles”, acrescentou.

Durante sua fala, o vereador afirmou que “todos que me conhecem sabem que sou incapaz de me calar, pois há momentos em que calar é mentir”, parafraseando o escritor por Miguel de Unamuno, quando reitor da Universidade de Salamanca em 1936, ao refutar os gritos de “Viva la muerte” que partiam de adeptos da ditadura do generalíssimo Franco.

“Dizer não à morte parece que não é o que se faz aqui”, declarou Azuaite na tribuna da Câmara, quando vereadores ligados a religiões cristãs defendiam a aprovação do projeto.

“Cristo é paz e perdão. Cristo poderia destruir seus detratores, mas ele ofereceu a vida para garantir a paz”, lembrou o parlamentar, rechaçando as menções a presos e presidiários feitas no plenário quando da discussão do projeto.

Azuaite citou personalidades que foram perseguidas e presas ao lutar pela paz,como Martin Luther King, Nelson Mandela e  Mahatma Gandhi , Rosa Parks e Juscelino Kubitschek, entre outros. Também fez menção à existência da célebre escultura de um revólver com o cano amarrado em um nó, exposto na sede da ONU em Nova York. Obra do artista sueco Carl Fredrik Reuterswärd, a escultura foi criada como símbolo da paz, após o assassinato de John Lennon e posteriormente adquirida por Luxemburgo e doada por aquele país à ONU em 1988.

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