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Petrobras reduz preços de gasolina, diesel e gás

Redução foi anunciada após empresa informar mudança na estratégia comercial para definição de preços de diesel e gasolina

16/05/2023 23h56 - Atualizado há 3 anos Publicado por: Redação
Petrobras reduz preços de gasolina, diesel e gás Tomaz Silva/ABr

Marlla Sabino, Antonio Temóteo e Denise Luna/AE

O presidente da Petrobras, Jean Paul Prates, anunciou ontem que a empresa reduzirá em R$ 0,40 por litro o seu preço médio de venda da gasolina tipo A para as distribuidoras, que passará de R$ 3,18 para R$ 2,78 por litro. Os novos valores passam a valer a partir desta quarta-feira, 17.

A redução de 12,6% no preço foi anunciada após a empresa informar que foi aprovada pela Diretoria Executiva uma mudança na estratégia comercial para definição de preços de diesel e gasolina, em substituição à política de preço de gasolina e diesel comercializados por suas refinarias.

Prates também anunciou que a empresa reduzirá em R$ 0,44 por litro o seu preço médio de venda de diesel tipo A para as distribuidoras, que passará de R$ 3,46 para R$ 3,02 por litro.

Os preços do Gás Liquefeito de Petróleo (GLP), mais conhecido como gás de cozinha, também terá uma redução de R$ 0,69 por quilo no preço médio.

Em nota divulgada logo após o anúncio, a Petrobras destacou que o valor efetivamente cobra ao consumidor final no posto é afetado também por outros fatores, como impostos, mistura de biocombustíveis e margens de lucro das distribuidoras e da revenda.

PAPEL SOCIAL

O ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, disse ontem, que, com a mudança na estratégia comercial para definição de preços de combustíveis, a Petrobras passa a considerar seu “papel social” para ter uma política de preços competitivos, com redução de preços da gasolina, diesel e do botijão de gás, chamado tecnicamente de Gás Liquefeito de Petróleo (GLP).

O ministro afirmou que o modelo adotado até então, a paridade com o mercado internacional – também conhecido como PPI, referenciava preços no teto e deixava a empresa “amarrada” nesse patamar, sem flexibilidade. Crítico ao modelo do PPI, o ministro chegou a dizer mais cedo que a metodologia era um crime contra a população. Silveira disse que a volatilidade de mercado natural irá se dar conforme o abastecimento interno e, depois, a questão da exportação.

O ministro afirmou que o equilíbrio da competição interna vai garantir o abastecimento do povo brasileiro. Segundo ele, o governo irá manter a mão firme na questão social para que o Brasil se torne mais justo e fraterno.

PREÇOS INTERNACIONAIS

O presidente da Petrobras, Jean Paul Prates, disse ontem que a nova política de preços da companhia não vai se afastar dos preços internacionais, mas dará maior flexibilidade para administrar as altas e baixas da gasolina e do diesel, reduzindo a volatilidade no mercado interno.

“Quando subir (o preço do petróleo), o nosso preço vai subir, mas não com a volatilidade que ocorreu em 2021 e 2022”, disse o executivo, referindo-se ao governo Bolsonaro, que manteve a política de paridade de preços de importação (PPI), implantada em 2016, durante o governo Temer.

Prates afirmou que as novas diretrizes são “iguais a de qualquer empresa de petróleo” e que a ideia da companhia é implantar a nova política “aos pouquinhos”. Segundo ele, o novo modelo vai até o máximo do custo alternativo do cliente até o mínimo para a empresa.

“No limite máximo, o cliente não compra de mim, no mínimo, eu não quero vender”, explicou, afirmando que assim a Petrobras poderá conquistar mercado por se tornar mais competitiva.

Ele voltou a criticar o PPI, que leva em conta os custos de importação, além do câmbio e da variação do preço do petróleo, afirmando que a antiga política “entregava toda a volatilidade especulativa, de países e guerras” no mercado brasileiro. “A Petrobras se liberta, se alforria desse dogma do PPI, que foi muito mais falado do que praticado, e a gente volta a praticar uma política de uma empresa normal, que faz preço de acordo com as suas vantagens”, afirmou.

CONCORRÊNCIA

Prates negou que a Petrobras ainda seja o único agente do mercado de combustíveis no Brasil, e, por este motivo, disse não entender a pressão sobre a estatal para que pratique preços atrelados à importação (PPI).

“A Petrobras tem concorrência, todas as refinarias do mundo são concorrentes. No Brasil temos no Amazonas (Ream) e na Bahia (Mataripe)”, disse em entrevista sobre a nova política de preços da companhia, anunciada nesta terça-feira, 16. “Porque se importo 1% não posso vender ao preço de importação 99%”, completou.

A Petrobras responde por cerca de 80% do mercado de derivados. Cerca de 14% ficam com a Acelen e outros 5% são de outras pequenas refinarias e importações, principalmente de diesel.

Prates tem dito que a nova política é necessária porque a Petrobras vinha perdendo clientes para seus concorrentes, entre eles, importadores.

Ele voltou a dizer que o PPI era uma “abstração”, classificação utilizada por ele desde que assumiu a empresa. Segundo ele, o PPI não trazia a previsibilidade que cobram da estatal, e que a partir de agora será mais fácil administrar o preço de acordo com as oscilações normais do mercado. “É um colchão limitado, mas manejando as refinarias conseguimos fazer a gestão disso”, explicou.

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