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Petrobras reduz preço da gasolina em R$ 0,20 nas refinarias

Parcela da Petrobras no preço ao consumidor passará de R$ 2,96, em média, para R$ 2,81 a cada litro vendido na bomba

19/07/2022 22h07 - Atualizado há 4 anos Publicado por: Redação
Petrobras reduz preço da gasolina em R$ 0,20 nas refinarias Agência Brasil

Denise Luna/AE

A Petrobras anunciou nesta terça-feira, 19, que reduziu o preço da gasolina em cerca de 5% a partir desta quarta-feira, 20, nas suas refinarias. O valor do litro da gasolina será de R$ 3,86, R$ 0,20 a menos do que o preço anterior (R$ 4,06/litro). A estatal não mexeu no preço do diesel

A redução segue um movimento de queda moderada do preço do petróleo e ocorre após a Acelen, controladora da Refinaria de Mataripe, na Bahia, reduzir o preço da gasolina em cerca de 7% na última sexta-feira.

“Considerando a mistura obrigatória de 73% de gasolina A e 27% de etanol anidro para a composição da gasolina comercializada nos postos, a parcela da Petrobras no preço ao consumidor passará de R$ 2,96, em média, para R$ 2,81 a cada litro vendido na bomba”, disse a Petrobras em nota.

O governo vinha fazendo pressão para que a estatal reduzisse o preço da gasolina nas refinarias, que junto com a limitação do ICMS em um teto entre 17% e 18% vai ajudar a frear a inflação, um dos obstáculos para a reeleição do presidente Jair Bolsonaro.

“Essa redução acompanha a evolução dos preços internacionais de referência, que se estabilizaram em patamar inferior para a gasolina, e é coerente com a prática de preços da Petrobras, que busca o equilíbrio dos seus preços com o mercado global, mas sem o repasse para os preços internos da volatilidade conjuntural das cotações internacionais e da taxa de câmbio”, informou a companhia.

ABICOM

O presidente da Associação Brasileira dos Importadores de Combustíveis (Abicom), Sérgio Araújo, definiu a redução de 4,9% no preço da gasolina pela Petrobras como “tecnicamente acertada” e “coerente”, um primeiro sinal de que a atual gestão da estatal pode respeitar o preço de paridade internacional. Ao Broadcast, sistema de notícias em tempo real do Grupo Estado, porém, ele afirmou que o histórico de preços represados pela companhia nos últimos meses e a proximidade das eleições ainda são empecilhos para que pequenos e médios importadores de combustível retomem suas operações.

“De fato, as janelas para importação estavam abertas para gasolina e para o diesel. Para a gasolina, havia uns seis ou sete dias. Então, faz sentido a movimentação feita pela Petrobras. A companhia foi coerente com o compromisso de praticar o preço de paridade internacional (PPI)”, disse.

Ele faz referência ao momento em que se torna vantajoso ao importador trazer combustível de fora para comercializar no mercado doméstico, justamente quando os preços da Petrobras estão acima ou pelo menos alinhados aos praticados no exterior.

No caso do diesel, a volatilidade mais elevada e o desequilíbrio entre demanda e oferta que pressiona os preços ainda inspiram conduta mais cuidadosa por parte da Petrobras, afirmou Araújo. “É natural que a Petrobras aguarde e tenha mais cautela em fazer qualquer movimentação de preço no diesel nesse momento, mesmo com os preços um pouco mais baixos no exterior.”

Apesar da sinalização de que vai seguir o PPI, Araújo pondera que, na prática, o cenário não muda para os importadores. “Nossos associados ainda se sentem inseguros, exatamente em função do histórico desse 2022, em que a Petrobras esteve consistentemente trabalhando com preços artificiais, abaixo da paridade. Isso coloca uma desconfiança muito grande, além do ambiente pré-eleitoral, que também traz incertezas”, disse.

Segundo Araújo, os dez importadores associados da Abicom não operaram ao longo do ano e não devem se movimentar para importar combustível no curto prazo. “Da mesma forma que se anuncia redução em linha com o preço internacional, esperamos que elevações nesse preço também sejam refletidas em reajustes futuros”, afirmou.

De acordo com a Abicom, nesta terça-feira, antes do reajuste, a gasolina no Brasil estava 8% acima do preço do mercado internacional, o que poderia significar queda de até R$ 0,30 por litro no mercado interno – a Petrobras vai reduzir em R$ 0,20. Em alguns portos, como Suape, em Pernambuco, a defasagem de preços chegava a 10%, segundo a Abicom. Já no diesel, a defasagem média é da ordem de 5% informou a entidade.

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