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Conselho de Ética decide sobre pedido de cassação de deputado

Wellington Moura ameaçou "colocar cabresto" em deputada negra

07/06/2022 07h48 - Atualizado há 4 anos Publicado por: Redação
Sede da Alesp Foto: Arquivo / Agência Alesp

Está na pauta de discussão da reunião do Conselho de Ética da Assembleia Legislativa de São Paulo desta terça-feira (7) uma série de pedidos de cassação de mandato. Dois desses pedidos são de autoria da deputada estadual Mônica Seixas (PSOL), contra Gilmaci Santos (Republicanos) e Wellington Moura (Republicanos), ambos por quebra de decoro. Segundo a deputada, ambos tentaram, de diferentes formas, silenciá-la durante uma votação e a mesma teria denunciado posturas machistas e transfóbicas. Moura chegou a ameaçar que “colocaria um cabresto” toda vez que Seixas tivesse com a palavra. A deputada Márcia Lia (PT) também apresentou representação contra Moura, que será juntada ao pedido de Seixas.

A deputada Erica Malunguinho (PSOL) e o Deputado Douglas Garcia (Republicanos) também tem seus pedidos de cassação analisados amanhã, os dois são fruto da mesma discussão envolvendo Monica e Wellington, já que Garcia foi acusado de transfobia ao dizer que Malunguinho defendia “homens que se sentem mulheres”.

Esses pedidos se somam a outros em meio a uma legislatura marcada por falas misóginas, como a que levou a cassação do ex-deputado Arthur do Val (União Brasil), e até uma situação de assédio sexual sofrido pela deputada Isa Penna (PCdoB) praticada pelo deputado Fernando Cury (União Brasil), este último foi penalizado apenas com suspensão temporária de mandato.

Nessa mesma reunião Monica está sendo convocada para punição de advertência. O Conselho de Ética da Alesp aprovou a punição devido a parlamentar ter transmitido em suas redes voto junto a codeputada de seu mandato coletivo durante uma sessão on-line.

“Eu não vou. Tenho nesse mesmo horário uma reunião para denunciar violência de gênero e Raça à Onu. E acredito que essa advertência faz parte dessas violências. Wellington deve ser absolvido do processo que chocou muita gente. Assim como Olim também foi por dizer que Isa teve sorte em ser apalpada. Eu conversei com colegas que defende que eu “o perdoe” como o próprio Welington defendeu que Isa perdoasse Cury ao articular a não punição do colega. Foi Welington quem defendeu e conquistou a redução da pena de Cury e até hoje ataca moralmente Isa Penna pelos corredores. Ele é muito bem relacionado. Enquanto isso, eu vou ser punida por acusação de fraude em uma sessão que eu fiz fala, defendi o projeto, e eu mesma filmei nosso voto coletivo e publiquei nas redes. Vou ser punida como se eu tivesse faltado a sessão e mandado outra pessoa no meu lugar. Eu estava com a camera aberta lá. É um corporativismo machista e racista que manda seu recado. Será um escárnio. Por isso vou manter a agenda pra fazer as denúncias fora da Alesp”, afirmou Mônica Seixas.

SERVIÇO

A reunião do conselho de ética acontece nesta terça-feira, dia 7, as 14h30 presencialmente no Plenário José Bonifácio.

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