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Presidente do CIESP aposta em educação para vencer crise

Rafael Cervone prega nova política industrial que barre guerra fiscal entre estados e reduza carga tributária absurda paga hoje pelo setor

23/03/2022 08h21 - Atualizado há 4 anos Publicado por: Redação
Presidente do CIESP aposta em educação para vencer crise

Apostar no ser humano e principalmente na educação. Estas ideias foram propostas nesta terça-feira, 22 de março, pelo presidente do CIESP (Centro das Indústrias do Estado de São Paulo), Rafael Cervone, em visita à regional de São Carlos. Segundo ele, somente através da formação de profissionais de alto nível será possível enfrentar os desafios para a indústria no presente e no futuro e superar a atual crise.

Para Cervone, a indústria precisa estar pronta para estar inserida num mundo dominado pela inteligência artificial, pela internet 5G, pelo trabalho remoto, o e-commerce.  Ele comentou que atualmente o sistema SESI – SENAI, mantido pela indústria, forma cerca de 97 mil estudantes. Segundo ele, o objetivo futuro é o de formar pelo menos 2 milhões de paulistas.

O novo presidente do CIESP ressalta que vai reunir os diretores das 42 regionais da entidade nas próximas semanas para discutir estratégias e um plano de ação para fortalecer o sistema industrial.

Correndo atrás destes objetivos, Cervone afirma que é fundamental superar a defasagem educacional dos dois anos de pandemia de Covid-19. Ele afirma que, para tanto, o objetivo é transferir know how do sistema SESI-SENAI para o poder público formular novas políticas de educação. Segundo ele, 97,6% dos estudantes que ingressam no SESI concluem o terceiro ano do ensino médio.

“Vamos procurar as grandes fundações, como Ayrton Senna e tantas outras, vamos trabalhar em rede e também conversar com prefeitos e secretários municipais de Educação”, comenta ele.

Cervone garante que o CIESP e a FIESP também vão dialogar com todos os presidenciáveis, buscando formatar uma nova política industrial que não permita a guerra tributária atual entre Estados e que também não permita que mesmo gerando 11% do PIB brasileiro, o setor fabril continue a arcar com 33% da carga tributária. Ele também afirma que apesar da imponência da pirâmide da Avenida Paulista, 90% da indústria paulista é formada por pequenas e médias empresas.

Quanto à desindustrialização do Brasil e da ausência de fabricantes de vários componentes de produtos fabricados aqui, Cervone destaca que a pandemia mostrou que o Brasil não pode depender da China ou de outros países. “Há muitas oportunidades no Brasil e o país não é um país fácil. Assim, acreditamos que investidores estrangeiros buscarão parceiros nacionais para implementar novos investimentos que garantam a retomada de várias cadeias produtivas desativadas”.

Por fim, Cervone afirmou que nenhum país se desenvolve e garante a riqueza de seu povo sem uma indústria forte. “Os países da Europa que se desindustrializaram estão retomando a industrialização. Como é muito mais caro reindustrializar, é melhor barrarmos a marcha da desindustrialização que temos vivido nos últimos anos”. Ele afirma que não existe dicotomia entre serviços e indústria. “São setores que dialogam e se complementam. Não há dicotomia alguma”, conclui.

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