Saae estima que São Carlos tenha vazamentos em 300 pontos
O Serviço Autônomo de Água e Esgoto (Saae) acumula, aproximadamente, 300 registros de vazamento de água na cidade. O número equivale às ordens de serviço emitidas paras as equipes de reparo da Autarquia, feitas a partir das denúncias que chegam pelo telefone 0800.
Para o presidente do SAAE, Benedito Carlos Marchezin, o número de denúncias acabou tendo um crescimento com reflexo dos problemas de abastecimento de água que alguns bairros da cidade estão tendo no último mês.
“Aquele morador que sofre com a falta de água, ao ver um vazamento na rua se indigna com o desperdício ali e a falta de água em sua casa, o que gera, em minha opinião, um acréscimo nas denúncias. A sociedade acabou se mobilizando e informando o Saae com mais precisão”.
Segundo Marchezin, um dos problemas que levam ao vazamento é a degradação da tubulação da rede subterrânea, que em algumas áreas como o Centro, Lagoa Serena e Vila Prado têm mais de 40 anos. “Essas tubulação ficou obsoletas há tempos, sofrendo apenas alguns reparos, mas nunca foram trocadas”.
Ele estima que essa tubulação hoje represente 250 km lineares. Marchezin afirmou que perto de 70% dessa rede de água necessita ser trocada. Representa 175 mil metros lineares. Como se estima que cada metro custa R$ 100,00, o Saae necessitaria de um aporte financeiro de R$ 17,5 milhões para esse projeto. Sem contar a rede adutora que é feita com tubulação mais espessa que equivale a 30% da rede da cidade. O custo total estima-se em R$ 30 milhões.
Marchezin reconheceu as dificuldades para sanar os problemas, e identificou como um dos problemas o número reduzido de equipes de reparo e manutenção. “Pretendo designar mais duas equipes que são destinadas a fazer novas ligações a unir as três equipes de manutenção para que se consiga aumentar a produtividade que hoje está em torno de dez concertos por dia”.
Ele assegura que esta média está baixa para a demanda da cidade. “Necessito de ter em atividade cinco equipes e aumentar a produtividade em 45%. Vou liberar pelo menos duas horas extras para essas equipes aproveitando o horário de verão para estender o período de reparo e manutenção da rede”, relatou Marchezin.
A reportagem do Primeira Página questionou porque essas medidas não foram tomadas anteriormente, quando os problemas foram surgindo. O presidente do Saae afirmou que o entrave foi a contingência financeira que da Autarquia. “Depois de um balanço final conseguimos remanejar verba para liberar as horas extras”, afirmou.
FINANCIAMENTO – Marchezim afirmou que o governo federal, dentro do Programa de Aceleração do Crescimento – PAC 2 prevê linha de crédito para a manutenção e troca de rede de água. “Nesse caso o Saae tem de estar com as finanças em dia e entrar com uma contrapartida de 20%”, explicou.
INVESTIMENTO – O atual presidente disse ainda que é necessário construir uma nova estação de tratamento no município, que poderá ser implantada na avenida Morumbi. Marchezin afirma, porém, que as melhorias devem ser realizadas aos poucos por causa dos transtornos que provocariam no cotidiano da cidade.



Bom dia !
Há uns dois meses aproximadamente falta água direto aqui na Vila Nery e Vila Faria, o SAAE oferece explicações desconexas, mas o problema continua. E o pior é que não vejo nenhuma notícia ou denúncia sobre isso na imprensa local.
Vocês podem fazer uma investigação sobre isso?
Seguramente isso poderá causar algum transtorno com o poder local, vocês assumem esse tipo de situação crítica em relação ao poder? Ou as notícias do Jornal Primeira Página não são investigativas, somente reproduzem as explicações dos “chefes”? Ou, o que é ainda pior, só dizem respeitos aos crimes violentos praticados por populares, sem interferir com os poderosos?
Grato
Eu queria saber o que aconteceu depois da eleições? Antes disto nunca faltou agua aqui no meu bairro. Moro em São Carlos há 12 anos e de outubro prá cá todo dia falta agua. Vamos fazer alguma coisa capital da tecnologia. Moro próximo ao Vila Nery.