São Carlos abre 4,5 mil vagas de trabalho no ano
Em agosto, segundo Caged, foram 718 novas vagas preenchidas

Reportagem: Hever Costa Lima
Agosto manteve o saldo positivo na contratação de mão-de-obra em São Carlos (SP), de acordo com o Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), divulgado nesta quarta-feira, 29, pelo Ministério do Trabalho. Foram 3.389 admissões contra 2.671 desligamentos que resultaram no salto de 718 novas vagas preenchidas.
Os setores mais produtivos na cidade puxaram o volume de contratação com carteiras assinadas: Serviços com 295, Indústria com 215 e Comércio com 176. A Construção Civil continua tímida com 72 vagas e a agropecuária pontuou negativamente com fechamento de 40 postos.
No acumulado do ano, que representa os oitos meses de 2021, a cidade abriu 4.576 novas vagas de trabalho dentro do regime CLT. O desempenho mais favorável continua sendo do setor terciário (Serviços) que envolve as provisões de serviços tanto para outros negócios como para consumidores finais. Foram 2.120 vagas neste período.
O escalonamento dos setores produtivos de São Carlos no acumulado do ano continua semelhante ao de agosto, com Indústria (1.541) e Comércio (511) na segunda e terceira posições. A Agropecuária mantém saldo negativo nos oito meses de 2021.
Nos últimos 12 meses a cidade gerou 6.589 novas vagas de trabalho.
TENDÊNCIA – Pelo menos 10% das contratações do setor terciário são por meio de contratos temporários. A tendência é de alta para a contratação por período determinado, com a chegada do final de ano para o Comércio e Indústria. De acordo com a Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), o país deve gerar 94 mil vagas de trabalho temporário.
O levantamento da entidade calculou o número a partir da previsão de um aumento de 3,8% nas vendas de Natal comparado com as vendas do mesmo período do ano passado.
Segundo o levantamento, mais da metade das 94 mil vagas vão ser abertas nos estados de São Paulo, Minas Gerais, Rio de Janeiro e Paraná. E os contratos vão acontecer principalmente no setor de vestuário, calçados e supermercados.
ANÁLISE – Para o economista Elton Casagrande, colaborador do Núcleo de Economia da Associação Comercial e Industrial de São Carlos (ACISC), ao longo dos oito meses do ano chegou-se a 78.649 vínculos empregatícios, o que é positivo, dada a tendência de desemprego no país.
“Serviços, Indústria e Comércio mantêm-se como empregadores relevantes da cidade. O ciclo do consumo com produção e prestação de serviço, demonstra-se sustentável devido à reposição do estoque de trabalhadores e expansão de vendas”.
Casagrande reforçou que o giro da atividade econômica é maior que o de julho com crescimento de 1%. Quando comparamos os últimos 12 meses, o crescimento chega a 6,16%.
O fato negativo, na visão do economista, é a estagnação do rendimento dos brasileiros. “O salário baixo penaliza a capacidade de reprodução de novas empresas e de fechamento de novos contratos de negócio”.
PANORAMA NACIONAL – O Brasil registrou um saldo de 372.265 novos trabalhadores contratados com carteira assinada em agosto de 2021. O saldo é o resultado de um total de 1.810.434 admissões e 1.438.169 desligamentos. De acordo com o Caged, o salário médio de admissão caiu 1,42% na comparação com o mês anterior, ficando em R$1.792,07.
No acumulado no ano, o saldo passou a somar 2.203.987 postos ocupados, decorrente de 13.082.860 admissões e de 10.878.873 demissões. O estoque nacional, que é a quantidade total de vínculos celetistas ativos, em agosto de 2021, contabilizou 41.566.955, o que representa uma variação de 0,9% em relação ao estoque do mês anterior.
De acordo com o Caged, em agosto, os dados registraram saldo positivo no nível de emprego nos cinco grandes grupamentos de atividades econômicas: serviços (180.660 postos), distribuído principalmente nas atividades de informação, comunicação e atividades financeiras, imobiliárias, profissionais e administrativas (79.832 postos); comércio (77.769 postos); indústria geral (72.694 postos), concentrado na indústria de transformação (69.266 postos); construção (32.005 postos); e agricultura, pecuária, produção florestal, pesca e aquicultura (9.232 postos).



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