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Confiança do comércio sobe 9,8 pontos, diz FGV

Indicador subiu de 84,1 para 93,9 pontos. É o maior nível desde 2020

01/06/2021 11h18 - Atualizado há 5 anos Publicado por: Redação
Confiança do comércio sobe 9,8 pontos, diz FGV Foto: Rovena Rosa / Agência Brasil

O Índice de Confiança do Comércio (Icom), do Instituto Brasileiro de Economia, da Fundação Getúlio Vargas (FGV Ibre), subiu 9,8 pontos em maio. O indicador passou de 84,1 para 93,9 pontos. Segundo o Ibre, é o nível mais elevado desde outubro de 2020, quando registrou 95,8 pontos. Nas médias móveis trimestrais, o Icom cresceu 1,0 ponto, acusando a primeira alta depois de seis meses de quedas consecutivas.

O Ibre informou nesta última segunda-feira (31), no Rio de Janeiro, que a confiança avançou em todos os seis principais segmentos do comércio e nos dois horizontes temporais em maio. O Índice de Situação Atual (Isa-com) avançou 13,3 pontos, alcançando 94,9 pontos, o maior valor desde novembro de 2020, quando tinha ficado em 99,7 pontos. O Índice de Expectativas (IE-com) também subiu (5,9 pontos) atingindo 93,2 pontos, o mais alto valor desde fevereiro de 2021, quando chegou a 95,9 pontos.

Para o coordenador da Sondagem do Comércio do FGV Ibre, Rodolpho Tobler, a segunda alta consecutiva da confiança do comércio mais do que compensa a queda observada em março, retornando ao patamar próximo ao observado em novembro do ano passado.

“A melhora ocorreu tanto na percepção do ritmo de vendas no mês quanto nas expectativas, sugerindo que o impacto das medidas restritivas, na virada do primeiro para o segundo trimestre, ficou para trás. A continuidade desse cenário ainda depende de uma melhora mais expressiva da confiança dos consumidores, continuidade do plano de vacinação e consequentemente melhora da pandemia”, disse.

Limitação

As empresas do comércio respondem mensalmente sobre quais os principais fatores que limitam a evolução dos seus negócios. Desde março de 2020 uma parte das empresas reporta que a pandemia aumentou expressivamente e se manteve em patamar elevado no fim do ano passado.

No final do primeiro trimestre de 2021, o relato voltou a subir com o recrudescimento da pandemia. No entanto, nos últimos dois meses, vem caindo.

A avaliação é de que isso significa melhoria na percepção das empresas de que a pandemia está limitando a expansão dos negócios ao mesmo tempo que a parcela das empresas que mencionam demanda insuficiente recuou nos dados de maio, sugerindo uma melhora da demanda nesse último mês. Apesar disso, a parcela dos que reportam demanda insuficiente ainda se mantém em nível elevado historicamente.

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