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Confiança do consumidor cai 9,8 pontos

Índice de Confiança do Consumidor (ICC) desceu a 68,2 pontos, o menor patamar desde maio de 2020

24/03/2021 18h16 - Atualizado há 5 anos Publicado por: Redação
Confiança do consumidor cai 9,8 pontos Foto: Divulgação / FGV

A confiança do consumidor caiu 9,8 pontos em março ante fevereiro, com ajuste sazonal, diz a Fundação Getulio Vargas. O Índice de Confiança do Consumidor (ICC) desceu a 68,2 pontos, o menor desde maio de 2020.

“A forte queda da confiança dos consumidores é resultado do recrudescimento da pandemia de covid-19 no País e do colapso do sistema de saúde em várias cidades. A campanha de imunização no País segue lenta, enquanto o número de hospitalizações e mortes por dia avança rapidamente, levando estados e municípios a adotar medidas de restrição à circulação. Os consumidores percebem a piora da situação econômica atual com sérios riscos ao emprego e à renda e também são afetados psicologicamente pelo medo de contrair a doença e pela necessidade de isolamento social”, avalia Viviane Seda Bittencourt, coordenadora de Sondagens do Instituto Brasileiro de Economia (Ibre/FGV).

Em março, o Índice de Situação Atual (ISA) recuou 5,5 pontos, para 64, enquanto o Índice de Expectativas (IE) despencou 12,3 pontos, para 72,5.

O componente que mede a percepção dos consumidores em relação à situação econômica geral atual diminuiu 3,7 pontos em março, para 70,3 pontos, menor patamar da série histórica iniciada em setembro de 2005. O item que mede a satisfação sobre as finanças pessoais no momento presente caiu 7,0 pontos, para 58,5 pontos, o menor nível desde abril de 2016.

Quanto às expectativas, o componente que mede as perspectivas para a economia nos próximos meses encolheu 15 pontos, para 92,1 pontos, menor patamar desde maio de 2020. O item que mede a situação das finanças familiares nos próximos meses teve queda de 7,9 pontos, para 82,3 pontos, menor nível desde junho de 2020 Já o quesito que mede o ímpeto de compras de bens de consumo duráveis caiu 12,6 pontos, para 46,6 pontos, o nível mais baixo desde junho de 2020.

Houve piora na confiança em todas as faixas de renda familiar em março, com destaque para a perda entre os mais pobres. Entre as famílias com renda mensal até R$ 2.100,00, o Índice de Confiança do Consumidor tombou 11,8 pontos em março, para 63,5 pontos. A sondagem coletou informações de 1.644 domicílios, entre 1º e 20 de março.

IMC – A taxa que mede o desempenho do comércio varejista cresceu 2,6% em fevereiro, após queda de 2,5% em janeiro deste ano, com ajuste sazonal, informa a Boa Vista. Mas, na comparação com o 2º mês de 2020, houve declínio de 2,00%. O Indicador Movimento do Comércio (IMC) acumula queda de 5,4% em 12 meses finalizados em fevereiro.

A tendência é de atividade reprimida, devido às novas restrições sociais impostas para tentar conter a covid-19. “Março deve vir fraco, acentuando um pouco mais a queda em 12 meses acumulados”, estima a entidade.

A despeito do crescimento mensal, o comércio sofre os efeitos da pandemia e o cenário atual continua de fragilidade. Mesmo reconhecendo um aumento na participação das vendas online sobre o varejo total ao longo dos últimos meses, esse valor representa ainda, aproximadamente, 10% de todo o volume. Deste modo, o crescimento “não foi capaz de evitar a fragilização do comércio provocada pela crise da covid-19, embora tenha contribuído para amenizar a queda na análise de longo prazo.”

Para a Boa Vista, o recuo do indicador em fevereiro ante igual mês de 2020 não surpreende, dado que os fatores condicionantes entre os períodos são muito distintos. Lembra que esses meses citados acima não contaram com o suporte do governo, ainda que neste ano algum resquício do pagamento do auxílio emergencial feito em dezembro possa ter contribuído um pouco.

No entanto, exemplifica, em fevereiro de 2020 a taxa de desemprego era de 11,6%, ao passo que neste ano deve ficar acima de 14% no referido mês. “O consumidor está menos confiante e o crédito, mais escasso”, avalia.

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