São Carlos aumenta em 12% o número de CNPJ
Dados são da JUCESP que mostram ainda o perfil das empresas dentro de cada segmento
O aumento do desemprego provocado pela pandemia do novo coronavírus despertou em muitos profissionais o interesse pelo empreendedorismo. Foi dessa forma que muitas famílias conseguiram alguma renda para poder se sustentar durante esse período de crise.
Uma consulta nos dados da Junta Comercial do Estado de São Paulo (JUCESP) mostrou que, de acordo com os registros de CNPJ (Cadastro Nacional da Pessoa Jurídica), São Carlos conta com 39.126 empresas ativas.
Comparando a abertura de empresas entre 2020 e 2019 houve crescimento de 12,13%. A JUCESP indica que foram 153 novos cadastros no ano passado comparado a 2019. Com isso, em 2020 foram registrados 1.415 novos negócios colocando o cidadão na formalidade. No primeiro bimestre de 2021 já foram registradas 297 novas empresas no município. A JUCESP indicou ainda que no Estado de São Paulo são 7.268.542 empresas ativas na atualidade.
Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), em 2009, ano em que foi aprovada essa subcategoria de microempresa, 4,1 milhões de brasileiros trabalhavam como autônomos. Essa quantidade cresceu aproximadamente em 178%, de acordo com a Receita Federal, pois em janeiro de 2021 já são quase 11,4 milhões de MEIs no Brasil.
PERFIL – O perfil das empresas criadas em São Carlos mostra que 33,24% são de atividades de comércio, reparação de veículos automotores e motocicletas; 9,87% de alojamento e alimentação; 8,57% de construção; 7,97% de indústria de transformação; 6,12% de atividades administrativas e serviços complementares; 4,85% de atividades profissionais, científicas e técnicas; 3,25% de transporte, armazenagem e correio; e 2,94% de educação.
MEI – Entre as vantagens de ser um microempreendedor individual (MEI) estão a inscrição no CNPJ sem custo e sem burocracia, possibilidade de emitir nota fiscal e direito a benefícios previdenciários, como aposentadoria por idade ou por invalidez, auxílio-doença e salário-maternidade.
Mas, será que isso é suficiente para justificar o crescimento do número de MEIs nos últimos anos? Para Caio Mastrodomenico, CEO da Vallus Capital, fintech de fomento mercantil, a criação dessa modalidade foi muito importante, pois parte da população que trabalhava sem renda fixa, não tinha acesso aos benefícios previdenciários.
Na visão do CEO, esse era o motivo pelo qual os trabalhadores não deixavam seu emprego de carteira assinada para seguir seus sonhos e abrir o próprio negócio. Os últimos dez anos estão sendo considerados como a década do microempreendedor e, de acordo com Mastrodomenico, isso ocorre devido aos problemas econômicos do país que geraram uma crise que engloba o desemprego.
Com muitos candidatos para poucas vagas fazem com que seja o gatilho inicial para a criatividade e o surgimento de pequenos negócios. “Basicamente, depois de um certo tempo sem conseguir um emprego a pessoa necessita de uma renda, e é a partir daí que surgem as ideias de vender roupas, doces ou outros alimentos, e até mesmo de criar a coragem de investir nos próprios sonhos. Com os benefícios oferecidos pelo governo, essa estratégia se torna ainda mais válida.”
Além disso, ao se declarar como empresário e sendo portador de um CNPJ, a busca por créditos bancários se torna ainda mais fácil. Um exemplo disso é a antecipação de recebíveis, que permite que o vendedor receba o valor integral de suas vendas a prazo, sem que ele fique com capital baixo e problemas financeiros.
A JUCESP é uma autarquia estadual ligada à Secretaria de Desenvolvimento Econômico, responsável pelo registro e fé pública de empresas e publicidade de documentos arquivados pelos empresários, sociedades empresárias e sociedades cooperativas no Estado. Não compete
as suas atribuições quaisquer pautas ligadas a sindicatos e entidades correlatas.



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