Crise obriga microempreendedores a aperfeiçoar gestão na pandemia
Portal do Microempreendedor Individual do governo federal mostra que no ano passado 19.015 pessoas se cadastraram no MEI na cidade

O Cadastro Geral de Empregados e Desempregados – CAGED do Ministério do Trabalho indica que 2020 registrou saldo negativo no volume de emprego em São Carlos com menos 337 vagas que deixaram de ser ofertadas.
O número pode parecer reduzido diante da crise brasileira, entretanto muitos profissionais deixaram o emprego formal CLT e buscaram no empreendedorismo individual (MEI – Microempreendedor Individual) o mecanismo para gerar renda.
O portal do Microempreendedor Individual do governo federal mostra que no ano passado 19.015 pessoas se cadastraram no MEI na cidade. O analista do Sebrae São Paulo, escritório regional de São Carlos, Antônio Volante Júnior, faz uma observação do cenário do empreendedorismo na cidade durante 2020.
Antônio Júnior analisa que a crise provocada pelo coronavírus trouxe novos hábitos de consumo, não só do lado do consumidor, mas, também do lado das pessoas que buscaram novas fontes de renda impactadas principalmente pelo desemprego.
“A pandemia revelou aumento de consumo de vários produtos, os novos empreendedores tiveram que se reinventar para sobreviver neste novo cenário, aqueles que demoraram mais tempo para se adaptar ou mudar totalmente sua maneira de atuar no mercado sentiram mais este período”.
Para ele, as incertezas promoveram o destaque de alguns segmentos nas vendas online e de entrega em domicílio. “Os setores de alimentação, cuidados com animais e manutenção residencial tiveram êxitos”
O Sebrae contabilizou uma maior procura por conhecimento na administração de um novo negócio. “Durante a pandemia novos negócios formam criados e, neste período em que as capacitações no formato presencial pararam, o Sebrae entendeu a necessidade dos novos e empreendedores, como também dos empreendedores que já tem seus negócios a um bom tempo”.
Júnior ressalta que ambos empreendedores –iniciante e experiente- procuravam novas formas de manter seus negócios e se reinventaram buscando melhorar sua gestão em finanças, planejamento, legislação, empreendedorismo e marketing digital.
“O formato online, as ferramentas digitais, até um certo ponto pouco usadas pelos empresários passou a ser uma nova forma não apenas de comunicação com o mercado, mas, de sobrevivência”.
Júnior afirmou que quando se fala em tendências de mercado deve-se entender como novos hábitos que estão determinado novas mudanças, que poderão ser explorados com grande potencial de crescimento. “As mudanças de comportamento aceleraram algumas tendências, mas também criaram outras”.
Ele explica que é importante que os empresários saibam que, mesmo no depois da pandemia, vão ter que se adaptar com novas formas de consumo e que cabe a eles entender estas mudanças e criarem novas estratégias para se manterem no mercado.
O analista pergunta e responde: “Diante desse volume de mudanças em tão pouco tempo, como ficam as atividades que eram realizadas de formas ‘tradicionais’ há anos? O que mudará pós pandemia? São várias questões, mas há sinais que nos permitem algum novo olhar”.
Menos é mais, reconfiguração dos espaços do comércio, novos modelos de negócios para restaurantes, trabalho remoto e educação a distância estão no bojo dos novos hábitos, explica.
As transformações são inúmeras e passam pela política, economia, modelos de negócios, relações sociais, cultura, psicologia social e a relação com a cidade e o espaço público, entre outras coisas, cabe a cada um de nós entender este novo cenário para sabermos atender a este novo cenário.
Qual o principal erro desse iniciante?
Cometer alguns erros no mundo do negócio é muito comum, ainda mais quando o empreendedor é de primeira viagem. Algumas falhas básicas poderão ser evitadas com um bom planejamento, capacitação e conhecimento do mercado que pretende atuar.
Algumas falhas comuns
Achar que trará dinheiro rápido o sucesso do empreendimento pode demorar meses e, às vezes, até anos. É preciso ter ciência de quem este é um caminho de longo prazo e cheio de desafios.
Superestimar o crescimento do seu negócio. É comum também o empreendedor subestimar sua concorrência acreditando apenas no seu olhar de mercado.
Não saber o seu diferencial
Muitas empresas falham por não definirem o seu diferencial no mercado. Tenha em mente o que faz seu produtivo ser diferente da concorrência.
Não conhecer bem a sua área de atuação
É de grande importância investir tempo em pesquisa de mercado, de concorrência, de precificação e de diferenciais.



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