Empresas também estudam antecipar IPOs
Medida visaria reduzir potencial volatilidade que os anos de eleições presidenciais tendem a trazer

Algumas empresas também podem antecipar IPOs (Oferta Pública Inicial) para o ano que vem temendo alguma potencial volatilidade que os anos de eleições presidenciais podem trazer, disse Roderick Greenlees, diretor global de banco de investimento do Itaú BBA.
Em outro provável impulso, os investidores internacionais, que em sua maioria ficaram à margem dos IPOs deste ano, estão voltando lentamente.
Investidores de fora do Brasil compraram mais da metade das ações que a rede de hospitais Rede D’Or lançou neste mês, no maior IPO de uma empresa brasileira desde 2013. Ainda assim, as crescentes preocupações sobre o lado fiscal do governo podem pesar sobre a demanda.
“O maior inimigo do Brasil é o Brasil mesmo, pois o país ainda apresenta uma certa fragilidade”, disse Pedro Mesquita, sócio da XP.
Mesmo assim, para grandes investidores em empresas brasileiras, os mercados de ações têm sido sua melhor opção de saída nos últimos meses, uma vez que compradores estratégicos ou de private equity têm sido escassos devido às preocupações criadas pela Covid-19.
Ao contrário dos IPOs, os volumes de negócios de fusões e aquisições caíram mais de 40% no ano, segundo dados da Refinitiv, enquanto o número de transações aumentou 13%.
Os banqueiros dizem que há sinais de que as fusões e aquisições também possam aumentar com as esperanças de uma vacina, mesmo com um cronograma ainda nebuloso para grande parte da América Latina, incluindo o Brasil.
“M&A é um negócio de longo prazo, então requer mais confiança nas perspectivas econômicas, que foram atingidas pelo coronavírus, mas os negócios devem voltar à medida que os países voltam à normalidade”, disse Hans Lin, chefe de banco de investimento do Bank of America no Brasil.



Deixe um comentário
Você precisa fazer o login para publicar um comentário.