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China deve esfriar crescimento do crédito em 2021

Medida visa evitar aperto prematuro da política monetária

26/12/2020 07h21 - Atualizado há 5 anos Publicado por: Redação
China deve esfriar crescimento do crédito em 2021 Foto: Divulgação

O banco central da China reduzirá o apoio à economia em 2021 e esfriará o crescimento do crédito, mas temores de prejudicar a recuperação diante da crise induzida pela pandemia e medo de defaults de dívida provavelmente impedirão um aperto da política monetária tão cedo, disseram fontes.

Isso amplia um tema recentemente delineado na Conferência Central de Trabalho Econômico da China para elaborar planos para 2021, em que os líderes disseram que o país manteria sua política fiscal proativa e tornaria a política monetária flexível e direcionada.

O Banco do Povo da China deve manter sua taxa básica de juros inalterada nos próximos meses, à medida que conduz uma desaceleração constante na expansão do crédito em 2021, disseram as três fontes, que estão envolvidas em discussões internas, mas não quiseram ser identificadas pois os detalhes ainda não são públicos.

“A política monetária definitivamente não estará tão frouxa como antes”, disse uma das pessoas. “Mas um aperto repentino nas políticas monetárias exporia problemas na economia, como inadimplência de dívidas.”

JAPÃO TAMBÉM SOFRE

O governo do Japão em dezembro cortou sua visão sobre o consumo pela primeira vez em três meses e disse que as condições econômicas gerais seguem graves devido à pandemia de coronavírus.

As autoridades disseram que a 3ª maior economia do mundo enfrenta riscos crescentes de um ressurgimento de casos de Covid-19 em casa e no exterior, levando a um rebaixamento das perspectivas, embora elas continuem sendo sustentadas pela esperança de recuperação econômica.

“A economia japonesa permanece em uma situação severa devido ao novo coronavírus, mas está mostrando sinais de aceleração”, disse o governo em seu relatório econômico de dezembro.

Mas também alertou que “atenção total” deve ser dada aos riscos adicionais do coronavírus e seu impacto crescente na atividade socioeconômica, disse uma autoridade do governo.

Entre os principais elementos econômicos, o governo reduziu sua avaliação do consumo privado, que responde por mais da metade da economia do país, pela primeira vez desde setembro, dizendo que embora estivesse se recuperando como um todo, alguns setores como o turismo doméstico estavam mostrando fraqueza.

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