Exportação de bens e serviços cai 6,5% de agosto a outubro
Única exceção foi a exportação de bens de consumo que cresceu 21,1%

O Monitor do PIB-FGV apontou também que a exportação de bens e serviços caiu 6,5% de agosto a outubro, se comparado ao mesmo trimestre de 2019. “Praticamente todos os componentes retraíram nesta comparação. A única exceção foi a exportação de bens de consumo que cresceu 21,1%, impulsionada pela exportação de bens de consumo não duráveis que cresceram 26%, neste trimestre”, informou a análise.
O volume total exportado de bens e serviços teve queda de 9,5%, mas dois segmentos apresentaram crescimento: bens de consumo (21,1%) e bens de capital (5,1%). A maior queda foi na exportação de produtos agropecuários (-27,4%), seguida da exportação de serviços (-22,9%).
IMPORTAÇÃO
A importação recuou 23% no trimestre móvel terminado em outubro, em comparação ao mesmo período de 2019. Conforme a análise, apesar de muito negativa, “houve uma suave melhora desta taxa, em comparação ao desempenho anterior”.
Na importação, o único componente a crescer foi o de produtos agropecuários (1,2%). De acordo com o Ibre, as fortes quedas de bens intermediários (-15,6%) e dos serviços (-34,9%) explicam a maior parte dessa retração, mesmo que os bens intermediários estejam apresentando trajetória ascendente enquanto a importação de serviços continua em desaceleração.
Na comparação interanual, todos os segmentos da importação apresentaram retração em outubro. Os mais expressivos foram o da importação de bens de capital e o de serviços.
O Monitor do PIB/FGV, calculado pelo Ibre, estima mensalmente o PIB brasileiro em volume, em valor corrente e em valor constante a preços de 1995. Ele foi criado para dar à sociedade um indicador mensal da soma dos bens e serviços produzidos no país, usando a mesma metodologia das Contas Nacionais apuradas pelo IBGE. A série começou em 2000 e incorpora todas as informações disponíveis das Contas Nacionais.



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