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Monitor do PIB-FGV de outubro tem alta de 0,6%

Crescimento de 7,7% no 3º trimestre reverteu, em parte, retração de 9,7% registrada no período mais crítico da pandemia

17/12/2020 07h49 - Atualizado há 5 anos Publicado por: Redação
Monitor do PIB-FGV de outubro tem alta de 0,6% Foto: Divulgação / FGV

O Monitor do PIB-FGV de outubro registrou alta de 0,6%, na atividade econômica, comparado ao mês anterior. Já no trimestre móvel, encerrado em outubro, a variação ficou em 6,4%, ante o período entre maio e julho.

De acordo com o indicador, calculado pelo Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas (FGV/Ibre), na comparação interanual, a economia teve queda de 2,7% em outubro e de 3,1% no trimestre entre agosto e outubro. Em valores correntes, no acumulado do ano até outubro, o PIB alcançou aproximadamente R$ 6,111 trilhões.

O coordenador do Monitor do PIB-FGV, Cláudio Considera, disse que o forte crescimento de 7,7% da economia brasileira no 3º trimestre, reverteu, em parte, a forte retração de 9,7% registrada no período anterior. Apesar disso, segundo o economista, essa evolução não teve continuidade em outubro, mês que apresentou a menor taxa mensal desde a forte retração de abril. “A tendência da economia, parece ser, retomar as incipientes taxas mensais do início do ano, pré-pandemia. Das doze atividades desagregadas que compõem o PIB apenas 6 apresentam-se no plano positivo tanto contra mês anterior, como na comparação interanual”, comentou.

Cláudio Considera acrescentou que o setor de serviços ainda apresenta grande resistência à recuperação, com influência das atividades de Transportes, de Administração pública, e, especialmente, de Outros serviços que pesam quase 15% do PIB.

“Estes resultados são reflexo do fraco desempenho dos dois principais componentes da demanda: o consumo das famílias e a formação bruta de capital fixo. Mesmo com a flexibilização das medidas de isolamento e pequena melhora dos setores de alojamento, alimentação, serviços prestados às famílias, educação e saúde, o crescimento observado ainda é insuficiente para trazer o consumo para o plano positivo”, contou.

O economista observou ainda que embora os produtos não duráveis e duráveis consumidos pelas famílias tenham sido favorecidos pelo auxílio emergencial e pelo comércio virtual, os serviços continuam travando a economia. Ele destacou também que os desempenhos dos componentes da formação bruta de capital fixo, especialmente, da construção que se compõe principalmente de moradias e obras públicas, são todos negativos. “Com o recrudescimento da pandemia fica dificultada uma recuperação mais robusta do setor de serviços, que é a atividade mais relevante da economia brasileira”, apontou.

Famílias

O consumo das famílias recuou 4,4% entre agosto e outubro, em relação ao mesmo período de 2019. De acordo com o indicador, desde a histórica queda de 12,2%, no segundo trimestre, o consumo segue com tendência ascendente, apesar de ainda registrar variações negativas. Esse comportamento se deve principalmente ao desempenho do consumo de bens, uma vez que o consumo de serviços, tem recuperação mais lenta com taxas menos negativas desde o resultado do segundo trimestre.

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