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Serviços registram expansão em todos segmentos

Outro destaque da expansão do PIB foi o setor de Serviços, que têm o maior peso na economia

04/12/2020 09h47 - Atualizado há 5 anos Publicado por: Redação
Serviços registram expansão em todos segmentos Foto: Divulgação / Agência Brasil

Comércio (15,9%), Transporte, armazenagem e correio (12,5%), Outras atividades de serviços (7,8%), Informação e comunicação (3,1%), Administração, defesa, saúde e educação públicas e seguridade social (2,5%), Atividades financeiras, de seguros e serviços relacionados (1,5%) e Atividades imobiliárias (1,1%).

“Os serviços caíram 9,4% no segundo trimestre e agora cresceram 6,3% no terceiro trimestre. Mas não recuperou o patamar do primeiro trimestre, porque houve uma queda tanto na oferta quanto na demanda. Mesmo tendo sido retiradas as restrições de funcionamento, as pessoas ainda ficam receosas para consumir, principalmente os serviços prestados às famílias, como alojamento, alimentação, cinemas, academias e salões de beleza. O desempenho melhorou em relação ao segundo trimestre, mas ainda não voltou aos patamares antes da pandemia”, destaca Rebeca Palis.

Quanto à variação negativa de 0,5% na Agricultura, Rebeca diz se tratar de um ajuste de safra. “O destaque é o crescimento de 2,4% no acumulado do ano, ante uma queda de 5,1% a Indústria e 5,3% dos Serviços”, apontou a coordenadora do IBGE.

Pela ótica da despesa, o que mais pesa é o consumo das famílias (65%), que teve expansão de 7,6%, num patamar muito parecido com o do PIB, destaca Rebeca. Ela observa que o indicador havia caído 11,3% no segundo trimestre, mas no terceiro o consumo de bens subiu bastante – especialmente bens duráveis e bens alimentícios da cadeia agroalimentar. “O consumo de serviços teve crescimento, mas foi bem menor do que a queda anterior, pois as famílias não voltaram a consumir no patamar anterior à pandemia”, ressalta.

Os investimentos (Formação Bruta de Capital Fixo) cresceram 11%. Mas segundo Rebeca esse desempenho está relacionado à base de comparação com o segundo trimestre em que havia caído 16,5%. “No acumulado do ano, a queda é de 5,5%. E o país ainda tem investimento em equipamentos importados e como o dólar está alto, influencia para baixo”, diz Rebeca.

No que se refere ao setor externo, as Exportações de Bens e Serviços tiveram queda de 2,1%, enquanto que as Importações de Bens e Serviços caíram 9,6% em relação ao segundo trimestre de 2020. Segundo a especialista, um dos fatores é o câmbio.

“A importação cai devido à baixa atividade econômica e ao câmbio desvalorizado. Por outro lado, a exportação não cresceu devido aos problemas de parceiros comerciais. Além das quedas na importação e exportação de serviços como viagens internacionais, que despencou assim como transporte aéreo de passageiros”, diz Rebeca.

Agricultura cresce na comparação anual

Na comparação anual entre os setores, apenas a agricultura registra alta, de de 0,4%, puxada pelo crescimento da produção e ganho de produtividade da atividade agrícola. Os destaques são culturas com safras relevantes no terceiro trimestre apontaram crescimento na estimativa de produção anual; café (21,6%), cana de açúcar (3,6%), algodão (2,5%) e milho (0,3%). Por outro lado, as culturas de laranja e feijão, cujas safras também são significativas nesse trimestre, registraram queda de 3,4% e 4,0%, respectivamente.

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