PPP do novo aterro deve diferenciar coleta de lixo
Após ser anunciada, na última semana, a liberação para instalação do novo aterro sanitário da cidade, através de uma Parceria Público-Privada (PPP), a Prefeitura Municipal e a empresa concessionária de coleta de lixo, São Carlos Ambiental, se preparam para mudanças no tratamento de resíduos.
O novo aterro será instalado em uma área desapropriada na rodovia Professor Luís Augusto Oliveira, km 162, comprada pela a empresa concessionária de coleta, São Carlos Ambiental, a qual também prevê o contrato de concessão ser a responsável pelas obras de construção e instalação, atendendo todos os requisitos do projeto apresentado à Companhia de Tecnologia de Saneamento Ambiental (Cetesb).
De acordo com o secretário de Serviços Públicos, Nivaldo Sigoli, a primeira célula do aterro sanitário deve ficar pronta em março de 2013, e no total tem a previsão de vida útil de 20 anos. Com medidas de contenção, o tempo de vida pode se prolongar por mais 10 anos, chegando ao limite de 30 anos.
O maior objetivo desta PPP é a adoção de um sistema conjunto para redução de lixo aterrado, através da destinação correta de resíduos recicláveis. No novo aterro também é previsto um espaço reservado para o tratamento e descarte correto do lixo hospitalar, proveniente de hospitais e clínicas veterinárias. Além de uma área destinada à compostagem para o reaproveitamento dos resíduos orgânicos, que se transformam em adubos.
Atualmente, o programa de coleta seletiva atinge 80% da cidade, feita por funcionários da cooperativa ‘Coopervida’, um dia por semana em cada região do município, por meio de caminhões da Prefeitura que recolhem os materiais já separados por moradores. Porém a adesão de populares na coleta seletiva é pequena.
Segundo a assessoria imprensa da Prefeitura, a cooperativa possui 50 colaboradores que arrecadam em torno de 170 toneladas de lixo reciclável por mês. Deste total, cerca 120 toneladas são aproveitadas e revendidas gerando um lucro de R$ 200 mil por mês, além de um subsídio repassado pela prefeitura de R$130 a R$150 para cada tonelada recolhida. O restante, cerca de 50 toneladas, é descartado por não ter interesse de mercado. Esses valores podem variar conforme a coleta.
No contrato da PPP é estabelecido um valor fixo pago pela Prefeitura à concessionária pela quantidade de lixo coletado, atualmente cerca de 170 toneladas/dia. Sendo assim, toda redução de lixo aterrado implicará em um lucro para empresa.
O secretário ressalta também que o município não possui cumpre efetivamente à Lei de Política Nacional Resíduos Sólidos (PNRS), porém esta é uma demanda que em pouco tempo deverá ser realizada de forma correta e efetiva, tanto pela população quanto pela concessionária responsável pela coleta.
“O objetivo é que só sejam destinados ao aterro sanitário apenas dejetos que não sejam reaproveitáveis, impulsionando novos sistemas de tratamento para resíduos com formas alternativas de descarte”, afirma Sigoli.



O nome da CETESB mudou: Companhia Ambiental do Estado de São Paulo – CETESB (a sigla continua a mesma!)