Indicador Antecedente Composto da Economia fica estável
Trajetória do Iace nos últimos meses indica recuperação de atividades

O Indicador Antecedente Composto da Economia Brasileira (Iace) ficou estável em outubro em 123,3 pontos, 3,3 pontos acima do período pré-pandemia no Brasil (fevereiro de 2020). Das oito séries do componente, cinco contribuíram de forma negativa e três de forma positiva para o resultado agregado. A maior contribuição positiva veio do Indicador de Expectativas da Indústria, enquanto a maior contribuição negativa veio do Indicador de Expectativas de Serviços.
Já o Indicador Coincidente Composto da Economia Brasileira (ICCE), que mensura as condições econômicas atuais, ficou estável em 100,2 pontos, no mesmo período. Os dados foram divulgados na última sexta-feira (13) pelo Instituto Brasileiro de Economia (Ibre) da Fundação Getulio Vargas (FGV), em parceria com o The Conference Board.
“A trajetória do Iace e ICCE nos últimos meses mostra a recuperação do nível de atividades após a queda expressiva do segundo trimestre. Os resultados de outubro, no entanto, apontam para a lentidão e heterogeneidade dessa recuperação entre os setores, sendo as atividades ligadas aos serviços as mais afetadas pelo desempenho do mercado de trabalho e pelas restrições ainda impostas pela pandemia”, afirmou, em nota, Paulo Picchetti do Ibre/FGV.
Segundo Pichetti, a aceleração da retomada nos próximos meses encontra desafios na capacidade de extensão dos incentivos concedidos pelo governo e na possibilidade de recrudescimento da crise sanitária.
O Indicador Antecedente Composto da Economia busca antecipar tendências da economia do país com base em oito componentes: taxa referencial de swaps DI prefixada – 360 dias, do Banco Central, Ibovespa, Índice de produção física de bens de consumo duráveis, do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), índices de termos de troca e de quantum de exportações, ambos da Fundação Centro de Estudos do Comércio Exterior (Funcex), além dos índices de expectativas da indústria, serviços e consumidor, da FGV.



Deixe um comentário
Você precisa fazer o login para publicar um comentário.