Queda nos juros aquece mercado imobiliário de São Carlos
Mercado de locações de imóveis, São Carlos vive uma situação peculiar

A redução das taxas de juros do crédito imobiliário e o aumento do percentual do valor do imóvel financiado anunciados há quatro meses pela Caixa Econômica Federal aqueceram o mercado imobiliário em São Carlos.
O economista e empresário Italinho Cardinali, diretor da Cardinali Imóveis, uma das principais imobiliárias de São Carlos e região, afirma que o momento é de otimismo. “Com relação ao volume de vendas, ele só ficou abaixo do ano passado no mês de abril. Depois já recuperamos, e nos dois últimos meses já superamos os resultados do ano passado. Isso devido à grande queda nas taxas de juros das aplicações financeiras e a de financiamento de imóveis. O mercado de compra e venda está bem aquecido e melhorando mês a mês” , comemora Cardinali.
Com relação ao mercado de locações de imóveis, São Carlos vive uma situação peculiar. Segundo Cardinali, os aluguéis continuam estáveis . “Com o anúncio de aulas presenciais apenas o ano que vem na USP e na UFSCar, muitos estudantes estão entregando os imóveis ou negociando descontos. A maioria dos proprietários estão sendo sensíveis a causa dando descontos de 30% a 50%”, narra o empresário do setor imobiliário.;
REDUÇÃO – Em abril deste ano as taxas mínimas da Caixa passaram de 10,25% ao ano para 9% ao ano, no caso de imóveis do Sistema Financeiro de Habitação (SFH), e de 11,25% ao ano para 10% ao ano para imóveis enquadrados no Sistema de Financiamento Imobiliário (SFI). As taxas máximas caíram de 11% para 10,25%, no caso do SFH, e de 12,25% 11,25%, no SFI. O banco também aumentou novamente o limite de cota de financiamento do imóvel usado, de 50% para 70%.
De acordo com o economista da Fundação Getulio Vargas (FGV) Alberto Ajzental, especialista no setor, a medida traz à Caixa, que estava há 17 meses sem mexer nas taxas, “de volta para o jogo”. A mudança equipara o banco em termos de juros para financiamento imobiliário no SFH ao Itaú Unibanco, que até então oferecia taxas mais vantajosas.
No ano passado, alegando falta de recursos, a Caixa reduziu para 50% do valor do imóvel o limite máximo de financiamento de imóveis usados. No mês passado, no entanto, o banco mostrou melhoras, anunciando um lucro líquido recorde de R$ 12,5 bilhões, em 2017. O crescimento em relação a 2016 chegou a 202,6%.
Após período de baixa, o volume de imóveis vendidos no país cresceu 9,4% no ano passado, na comparação com 2016, segundo levantamento da Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC) e do Senai Nacional. Foram vendidas 94.221 unidades em 2017, contra 86.140 unidades de 2016. A aposta é que a redução de juros ajude a impulsionar ainda mais o mercado este ano.
A Caixa é líder no mercado imobiliário, detendo atualmente cerca de 70% de participação. O banco fechou 2017 com saldo na carteira imobiliária de R$ 421,7 bilhões. Segundo o presidente da Caixa, Nelson Antônio de Souza, o objetivo da redução das taxas de juros é oferecer melhores condições para os clientes, além de contribuir para o aquecimento do mercado imobiliário e suas cadeias produtivas.
ÍNDICE DO ALUGUEL SOBE – A segunda prévia do Índice Geral de Preços – Mercado (IGP-M), usado no reajuste dos contratos de aluguel em todo o país, indicou, no dia 18 de agosto, alta de 2,34% no segundo decêndio de agosto, na comparação com o mesmo período do mês anterior, quando ficou em 2,02%. A taxa em 12 meses passou de 9,05% para 12,58%. O resultado do indicador medido pela Fundação Getulio Vargas (FGV) foi divulgado hoje (18).
Outra elevação no segundo decêndio de agosto foi a do Índice de Preços ao Produtor Amplo (IPA), que aumentou 3,15%, frente aos 2,72% no mesmo período de julho. De acordo com a FGV, na análise por estágios de processamento, os preços dos bens finais passaram de 0,54% em julho para 0,96% em agosto. O maior impacto para esse resultado foi causado pelo subgrupo alimentos in natura, com a taxa saindo da queda de 13,89% para recuo de 5,02%.
O índice referente a bens intermediários subiu 2,67% no período, em relação a 1,99% no segundo decêndio de julho. O destaque coube ao subgrupo materiais e componentes para a manufatura, cuja taxa passou de 1,03% para 2,27%.
O Índice Nacional de Custo da Construção (INCC) cresceu 0,96% nesse período de agosto, enquanto em julho tinha ficado em 0,64%. Os três grupos componentes do INCC apresentaram elevações na passagem do segundo decêndio de julho para o segundo decêndio de agosto. Materiais e equipamentos (0,71% para 1,49%), serviços (0,04% para 0,22%) e mão de obra (0,70% para 0,73%).



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