Para Ciesp, pior momento da crise econômica “já passou”
Índice de Confiança da Indústria, que cresceu 8,4 pontos na prévia de agosto, na comparação com o número final de julho

A direção regional do CIESP (Centro das Indústrias do Estado de São Paulo) de São Carlos, que representa centenas de empresas do setor fabril de toda a Região Central Paulista, avalia que apesar de todos os problemas enfrentador pelo segmento atualmente, o pior momento da crise econômica causada pela pandemia do novo coronavírus “já passou”.
A aposta dos empresários da região coincidem com a variação positiva do Índice de Confiança da Indústria, que cresceu 8,4 pontos na prévia de agosto, na comparação com o número final de julho. Com o resultado, a confiança chegou a 98,2 pontos, em uma escala de zero a 200, segundo dados da Fundação Getulio Vargas (FGV), divulgados hoje (20), no Rio de Janeiro.
A confiança dos empresários no momento atual cresceu 8,1 pontos e chegou a 97,2 pontos. Já a expectativa dos empresários avançou 8,8 pontos e atingiu 99,3 pontos. O resultado preliminar mostra que o Nível de Utilização da Capacidade Instalada da Indústria subiu para 75,4%, 3,1 pontos percentuais acima do resultado de julho.
O diretor regional, o industrial Emerson Chu analisa o atual momento: “Já se passaram 5 meses desde que foi decretada a pandemia. Embora as indústrias não tenham sido obrigadas a parar, os esforços para contenção do coronavírus levaram muitas empresas à paralisação da produção, parcial ou totalmente.”
Segundo ele, o retorno gradual da atividade econômica no Estado de São Paulo acabou ajudando na retomada. “Com a execução do Plano SP, a retomada do comércio e serviço deu vazão a uma demanda de consumo que estava reprimida. E toda essa movimentação volta a gerar demanda para a indústria, que estava com sua capacidade ociosa. O que vemos hoje, inclusive, é até falta de insumo em vários setores, já que os estoques não estavam sendo abastecidos normalmente, devido à pandemia”, comenta ele.
“Vale destacar que a situação econômica atual ainda é negativa para muitos setores industriais, mas o pior momento da crise causada pela pandemia já passou”, conclui Chu.



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