Inflação oficial impactou mais os pobres neste início de ano

Faixa foi bastante afetada pela alta de preços dos alimentos
A inflação oficial, medida pelo Índice Nacional de Preços ao
Consumidor Amplo (IPCA), causou maiores impactos à cesta de compras da
população mais pobre do país, aquela que tem renda muito baixa (renda familiar
média mensal até R$ 1.534,55). A constatação é do Indicador por Faixa de Renda
do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea).
De acordo com os dados do Ipea, a população brasileira mais pobre, que gasta
25% de sua renda com alimentação, foi bastante afetada pela alta de preços dos
alimentos registrada neste início de ano.
A cesta de compras para famílias com renda muito baixa acumula alta de preços
de 0,45% no ano (de janeiro a maio), enquanto o IPCA acumula deflação (queda de
preços) de 0,16% no período. As famílias com renda baixa (entre R$ 1534,56 e R$
2.301,83) também tiveram inflação no período (0,08%). Já a população com renda
alta (maior que R$ 15.345,53) teve deflação de 0,45%.
Mesmo no mês de maio, quando todas as faixas de renda tiveram queda de
preços, a deflação das famílias com renda muito baixa foi menos intensa, de
0,19%, enquanto a deflação das famílias com renda alta chegou a 0,57%. A média
do IPCA no mês teve uma deflação de 0,38%.
Apenas em fevereiro, as famílias com renda alta tiveram inflação superior à
renda mais baixa, devido aos reajustes das mensalidades de escolas e
universidades. Nos outros quatro meses, no entanto, a população mais rica foi
beneficiada pela queda de preços de itens como passagens aéreas e combustíveis.



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