Auxílio emergencial negado pode ser contestado pelo app da Caixa

Medida foi anunciada pelo Ministério da Cidadania
Trabalhadores que tiveram o pedido de auxílio emergencial
negado poderão contestar a decisão e realizar uma nova solicitação. É o que
determina um acordo judicial firmado pela Advocacia-Geral da União (AGU) com o
Ministério Público Federal (MPF).
O acordo, firmado o âmbito de uma ação civil pública movida pelo MPF para
questionar supostas falhas na utilização do aplicativo do programa, visa
aperfeiçoar a análise de pedidos de pagamento do auxílio.
A medida foi anunciada na última quarta-feira (03) pelo Ministério da
Cidadania, que também faz parte do acordo, juntamente com a Caixa Econômica
Federal e a Dataprev (empresa pública responsável pelo sistema de cadastro dos
usuários).
Agora, além da possibilidade de formulação de um novo pedido, em caso de
rejeição, o governo também se comprometeu a substituir a expressão “Dados
Inconclusivos” pela opção “Realize Nova Solicitação” nos casos em que o
benefício não for efetivamente indeferido; tornar mais claro e apresentar
motivação adequada para os atos de indeferimento e atualizar de forma
permanente os bancos de dados oficiais, evitando defasagem de informações sobre
situação de desemprego.
Pelo acordo, o governo também se comprometeu realizar esforços para divulgar os
motivos de negativa das solicitações e a prestar informações complementares
sobre o objeto da ação ao MPF e à Defensoria Pública da União em até 72 horas,
caso provocados em juízo ou na esfera administrativa.
“O novo acordo também contém uma série de esclarecimentos sobre as medidas já
adotadas pelo Governo Federal para solucionar os problemas relatados pelos
usuários, como a possibilidade de o cidadão alterar os dados cadastrais, na
hipótese de o programa identificar que os dados fornecidos são inconclusivos, e
uma maior clareza sobre o fluxo do repasse dos benefícios processados por
outros bancos”, informou o ministério.



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