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Comércio tem pior Dia das Mães da história

08/05/2020 05h01 - Atualizado há 6 anos Publicado por: Redação
Comércio tem pior Dia das Mães da história

Previsão é de queda de 50% a 60% nas vendas, fechamento de empresas e desemprego em massa

O comércio varejista de São Carlos está amargando o pior Dia das Mães de toda a história do município. Ao invés da população disputando espaço para fazer suas compras, o que se vê nas ruas centrais da cidade são lojas fechadas num cenário que mistura melancolia e muita tristeza. Pior que isso só mesmo as perspectivas. Diante da atual conjuntura é inevitável não prever prejuízo, quebradeira de empresas e desemprego em massa.
A situação causada pela quarentena do novo coronavírus é ainda mais dramática para os lojistas são-carlenses, pois no início do ano enfrentaram duas enchentes que atingiram mais de 120 negócios na chamada Baixada causando prejuízo superior a R$ 2 milhões.
Criado no comécio central de São Carlos, o empresário Paulo Gullo, presidente do Sincomércio de São Carlos e também vice-presidente da poderosa Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (FecomercioSP) estranha muito a situação. Filho de lojistas, ele se acostumou a ver a região central apinhada de gente, principalmente às vésperas do segundo domingo de maio, quando se comemora o Dia das Mães. “É difícil falar sobre este tema. Nunca pensei que um dia poderíamos passar poar uma situação desta. O aprendizado será grande, pois passamos um momento muito difícil. Está sendo muito complicado para o comércio””, afirma ele.
Gullo afirma que a tragédia atingiu o comércio varejista de São Carlos justamente num momento de alta. “Vínhamos de uma Black Friday muito boa em novembro do ano passado e um Natal Excelente. Viramos para 2020 e, infelizmente, logo de cara pegamos dois dilúvios que começaram a entornar o caldo e a somar prejuízos. A Quarentena, lamentavelmente será a pá de cal para muitas lojas, tanto da região central quanto do shopping. Não temos ainda números, mas é praticamente certo que muitas empresas encerrarão as atividades”, lamenta o dirigiente empresarial.
O vice-presidente da Fecomercio ressalta que ao lado de outras entidades empresariais lutou com todas as forças para que fosse encontrado um denominador comum entre a necessidade de se proteger a saúde das pessoas e se mantivesse a atividade comercial. “Conseguimos vitórias em parte, como a abertura de várias lojas de alguns setores e também vários prestadores de serviços. Mas, infelizmente, não conseguimos abrir as lojas de calçados, roupas e eletrodomésticos. Pregamos uma reabertura responsável, com protocolos da OMS (Organização Mundial de Saúde), da Anvisa e do Ministério da Saúde, mas o Ministério Público nos impediu, não permitiu nem mesmo o drive thru, que está sendo feito em outras cidades. Infelizmente teremos empresas fechando as portas e muita gente desempregada”, relata Gullo.
Fecomercio SP estima prejuízo de R$ 3,7 milhões para varejo
Na semana do Dia das Mães, a Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (FecomercioSP) estima prejuízo de R$ 3,7 bilhões no comércio paulista. A previsão considera a queda nas vendas devido à quarentena decorrente da pandemia da covid-19, com grande parte dos estabelecimentos comerciais fechada. Para o mês, a estimativa é que as perdas atinjam R$ 19,3 bilhões, queda de 31% na comparação com maio do ano passado.
Para calcular a redução de vendas na semana da data comemorativa, a federação contabilizou o desempenho de cinco segmentos que costumam registrar altas nesse período: lojas de móveis e decoração (-92%); eletrodomésticos, eletrônicos e lojas de departamento (-82%); lojas de vestuário e calçados (-72%); supermercados (-14%); farmácias e perfumarias (-3%).
A estimativa da entidade considerou as vendas que serão realizadas por delivery, internet e outros meios alternativos. No entanto, a FecomercioSP acredita que todos os setores sofrerão baixa durante todo o mês de maio: lojas de móveis e decoração (-91%); concessionárias de veículos (-78%); autopeças e acessórios (-63%); eletrodomésticos, eletrônicos e lojas de departamento (-63%); lojas de vestuário e calçados (-62%); materiais de construção (-15%); outras atividades (-15%).

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