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FIESP alerta que indústrias têm “fôlego” para apenas um mês

06/05/2020 08h42 - Atualizado há 6 anos Publicado por: Redação
FIESP alerta que indústrias têm “fôlego” para apenas um mês Fotos: Marco Rogério e Divulgação

Situação em São Carlos também é muito complicada, pois mais de 82% dos empresários já sentiram problemas no faturamento

Devido à crise causada pela pandemia da COVID-19, 63% das empresas do setor industrial brasileiro têm caixa disponível para cumprir com suas obrigações empresariais por no máximo 30 dias. A informação é resultado de uma pesquisa conduzida pela Fiesp (Federação das Indústrias de São Paulo) e que envolveu 457 empresas do setor fabril. Desse percentual, 36% tem recursos para um período ainda menor. O levantamento foi conduzido em conjunto com a CIESP (Centro das Indústrias de São Paulo).
Além disso, o levantamento revela que 73% das empresas vão precisar de crédito para capital de giro nos próximos três meses, sendo que a média estimada para esse financiamento é de 43% do faturamento de cada empresa. “O principal destino do crédito de capital de giro para as empresas será o pagamento de salário de funcionários, seguido pela aquisição de insumos”, diz a o estudo. Segundo a Fiesp, os outros 27% das indústrias já tem o dinheiro em caixa para esse período.
A situação local segue a tendência nacional. Uma pesquisa realizada pelo CIESP São Carlos para avaliar o impacto do novo coronavírus no setor industrial apontou que 56% das indústrias da região têm dificuldades em obter crédito e renegociar dívidas.
O levantamento indicou, ainda, que 82,9% dos industriais já sentiram impacto no faturamento. “É difícil quem saia ileso nessas circunstâncias, acreditamos que toda a cadeia sofrerá algum tipo de impacto. Contudo, criamos um comitê de crise para discutir alternativas junto aos industriais e ao poder público a fim de promover soluções e tentar minimizar esse impacto de alguma forma”, afirma o empresário Emerson Chu, diretor titular do CIESP São Carlos.
OUTROS DADOS – Apenas 9% das empresas entrevistadas têm caixa suficiente para mais de três
meses. Além disso, de acordo com o estudo, 92% preveem redução de 55% nas vendas de abril a junho. Os três principais motivos citados como justificativa para esse recuo nas vendas são a redução dos pedidos, o cancelamento de pedidos e os problemas com o recebimento de clientes.
“Além da ausência de novos pedidos, que já afeta 60% das indústrias, 50% das empresas sofrem com clientes renegociando para adiar o pagamento de pedidos entregues e 45% com operação parcial dos clientes”, explica a pesquisa.
Medidas emergenciais
A Fiesp, informa ainda que em relação às vendas, a principal medida a ser adotada pelas empresas é a possibilidade de parcelamento das vendas. Entre as medidas emergenciais anunciadas pelo governo, as principais ações adotadas por empresas em todos os portes são férias para parte dos funcionários e redução de jornada de trabalho e salário. “Quanto maior o porte da empresa, maior a proporção de empresas que oferecerão férias aos funcionários”.
As férias para parte dos funcionários são adotadas por 36% das microempresas e por 55% das pequenas empresas. Já entre as médias e grandes empresas, a parcela sobe para 61% e 70%, respectivamente. 32% das microempresas entrevistadas pela Fiesp implementaram a redução de jornada e salário. No grupo de pequenas, médias e grandes empresas, os percentuais sobem para 53%, 54% e 56%.
Por outro lado, os dados mostram que as demissões devem ocorrer relativamente menos nas grandes empresas do que nas demais. Enquanto a medida foi implementada por 40% das médias empresas e 36% 3 37% das micro e pequenas empresas, respectivamente, apenas 30% das grandes empresas optaram por demitir os funcionários.

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