CMN reduz exigências para operações de crédito rural

Medida visa reduzir impactos da pandemia do novo coronavírus
Os produtores
rurais estão dispensados de apresentarem alguns documentos para a contratação
de linhas de crédito, decidiu na última sexta-feira (30) o Conselho
Monetário Nacional (CMN). A medida visa evitar deslocamentos até as agências e
a reduzir os impactos da pandemia provocada pelo novo coronavírus.
Requisitos como registros de documentos em cartório, entrega de notas fiscais e
vistoria presencial das propriedades rurais estão temporariamente dispensados.
As renovações das linhas de custeio agrícola e pecuária serão feitas de forma
simplificada, mesmo nos contraros em que a possibilidade não estava
inicialmente autorizada.
O produtor também poderá alongar as operações de custeio sem apresentar à
instituição financeira o comprovante de armazenamento do produto. O documento,
no entanto, precisa ser guardado para apresentação posterior, quando solicitado.
Financeiras
O CMN também autorizou as financeiras – formalmente chamadas de sociedades de
crédito, financiamento e investimento – a emitir certificados de depósito
bancário (CDB). Segundo o Banco Central (BC), a medida tem como objetivo
ampliar a capacidade de essas instituições captarem recursos e emprestarem
mais, reduzindo os efeitos da crise econômica provocada pela pandemia.
De acordo com o BC, a medida aumentará a concorrência do sistema financeiro e
facilitará o acesso ao crédito por parte de famílias e empresas de pequeno e
médio porte. Atualmente, as financeiras podem usar os seguintes instrumentos
para captarem recursos no mercado: depósito interfinanceiro, Depósito a Prazo
com Garantia Especial (DPGE), letra de câmbio, Letra de Crédito do Agronegócio
(LCA), Letra Financeira (LF), Letra Imobiliária Garantida (LIG), operação
compromissada e recibo de depósito bancário.
Adiamento
Em outro voto, o CMN adiou, para 3 de novembro, a entrada em vigor da nova
regulamentação do registro de recebíveis de cartões de pagamento. A medida
valeria a partir de 3 de agosto, mas o Conselho Monetário prorrogou o
prazo para que o sistema financeiro concentre as ações no combate à crise da
covid-19.
Em junho do ano passado, o CMN tinha aprovado a liberação do mercado de
antecipação de recebíveis, no qual o lojista recebe com antecedência os
recursos das vendas com cartão de crédito. Até agora, os lojistas só podem
fazer esse tipo de operação com a instituição financeira ligada à credenciadora
do cartão. A medida retira a “trava bancária”, estimulando a concorrência no
mercado de cartões de crédito.



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