Governo vai aumentar Cide sobre gasolina, diz deputado Arnaldo Jardim

Deputado Federal integrante
da Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA), Arnaldo Jardim (Cidadania-SP)
disse nesta última sexta-feira (01) que o governo federal decidiu elevar a tributação
sobre a gasolina. Segundo Jardim, serão R$ 0,20 mais na Contribuição de
Intervenção no Domínio Econômico (Cide) e taxação de 15% sobre qualquer
gasolina importada. Atualmente, a cobrança da Cide é de R$ 0,10 por litro do
combustível.
Segundo Jardim, que divulgou as informações em
vídeo publicado nas redes sociais, também haverá uma linha de financiamento
para a estocagem no setor de etanol. O deputado afirmou que as decisões do
Executivo foram tomadas após “muitas e intensas” negociações junto a entidades
do setor e a FPA.
A medida, se concretizada, seria adotada para
amenizar os efeitos da crise no setor de etanol, já que a queda do preço do
petróleo tornou esse combustível menos competitivo no mercado.
Questionado sobre o assunto durante coletiva à
imprensa nesta sexta, o secretário especial de Fazenda do Ministério da
Economia, Waldery Rodrigues, disse que medidas ligadas ao setor sucroalcooleiro
estão em estudo por vários ministérios e serão anunciadas no momento oportuno.
“Neste período de crise dura, crise
sanitária, crise econômica, poucos setores têm sentido mais os efeitos do que o
setor sucroenergético, no nosso etanol, particularmente, por isso que nós, da
Frente Parlamentar que eu coordeno, junto com entidades do setor, tivemos
muitas e intensas negociações com o governo, e o governo anuncia agora decisões
importantes, vinte centavos a mais na Cide da gasolina, 15% sobre qualquer
gasolina importada, e virá também linha de financiamento para o nosso etanol,
para sua estocagem”, afirmou o parlamentar.
Segundo dados da Agência Nacional do Petróleo,
Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), a gasolina está custando em média 7,1% a
menos para o consumidor nos postos de abastecimento, com preço máximo de R$
5,690 o litro e mínimo de R$ 2,950, referentes à semana de 19 a 25 de abril
comparada à primeira semana do mês.
Questionado sobre as declarações do deputado, o
Ministério da Economia afirmou em nota que não comenta medidas em análise ou
que ainda não são públicas.
“O grupo de monitoramento da crise
econômica relacionada ao COVID-19 está analisando diversas alternativas para
reduzir os impactos da pandemia para o setor produtivo e para o setor público
em suas diversas esferas, com o objetivo de preservar especialmente a população
mais vulnerável. As novas decisões serão informadas no momento em que forem
devidamente finalizadas e tornadas públicas”, disse.



Deixe um comentário
Você precisa fazer o login para publicar um comentário.