FGV: Confiança Empresarial em abril cai 33,7 pontos, a menor da série histórica

O Índice de
Confiança Empresarial (ICE) caiu 33,7 pontos em abril ante março, para 55,8
pontos, informou nesta quinta-feira (30) a Fundação Getulio Vargas (FGV). O
resultado representa o menor nível da série histórica iniciada em 2001.
“A crise de saúde e seu reflexo sobre a economia levaram os índices de
confiança a despencar em abril. Chama atenção o fato de as expectativas em
relação aos três meses seguintes estarem ainda piores do que as avaliações
sobre a situação atual, num mês em que o nível de utilização da capacidade na
indústria recuou ao menor valor dos últimos 20 anos e em que boa parte dos
setores do comércio e de serviços estiveram de portas fechadas. Enquanto houver
esta combinação de nível de atividade extremamente baixo e de elevadas incertezas
quanto ao futuro, infelizmente, a confiança empresarial continuará muito
baixa”, ponderou Aloisio Campelo Júnior, superintendente de Estatísticas
Públicas do Instituto Brasileiro de Economia da FGV (Ibre/FGV), em nota
oficial.
O Índice de Confiança Empresarial reúne os dados das sondagens da Indústria,
Serviços, Comércio e Construção. O cálculo leva em conta os pesos proporcionais
à participação na economia dos setores investigados, com base em informações
extraídas das pesquisas estruturais anuais do Instituto Brasileiro de Geografia
e Estatística (IBGE). Segundo a FGV, o objetivo é que ICE permita uma avaliação
mais consistente sobre o ritmo da atividade econômica.
O Índice da Situação Atual (ISA-E) recuou 30,4 pontos em abril, para 61,5
pontos, o menor patamar da série, puxado por uma forte insatisfação com o
momento atual da economia. O Índice de Expectativas (IE-E) encolheu 36,2
pontos, para 51,5 pontos, também o mais baixo já visto.
No IE-E, o componente de Demanda Prevista para os próximos três meses caiu a
36,9 pontos, enquanto o item que mede o Emprego Previsto para os três meses
seguintes recuou para 50,7 pontos. O componente de expectativas com a Situação
dos Negócios nos próximos seis meses diminuiu a 59,0 pontos.
Houve piora na confiança de todos os quatro grandes setores e 49 subsetores
pesquisados. As maiores perdas ocorreram nos setores da Indústria (-39,3
pontos) e Serviços (-31,7 pontos), seguidos por Comércio (-26,9 pontos) e
Construção (-25,8 pontos).
Em todos os setores houve deterioração tanto da situação atual quanto das
expectativas. A maior queda do ISA ocorreu no Comércio (-33,5 pontos), enquanto
a maior piora do IE foi a da Indústria (-46,6 pontos).
A coleta do Índice de Confiança Empresarial reuniu informações de 3.603 empresas
dos quatro setores entre os dias 1º e 27 de abril.



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