‘Impeachment não é problema, mas solução’, diz Alexandre Schwartsman

Se avançar, a discussão do
impeachment do presidente Jair Bolsonaro, atualmente, seria melhor para o
mercado e para as perspectivas da economia do que a manutenção do atual
dinâmica de Brasília, com o presidente criando uma nova crise por semana em
meio ao avanço da pandemia do coronavírus. Essa é a opinião do economista
Alexandre Schwartsman, ex-diretor do Banco Central (BC).
“O impedimento de Bolsonaro não seria um
problema, mas uma solução”, afirma. Para o economista, a saída do ex-juiz
da Lava Jato pode enfraquecer o apoio político ao governo, já que boa parte dos
simpatizantes de Bolsonaro tinha referência na figura de Moro. “A gente já
viu esse filme no passado. O presidente perde governabilidade e vira um zumbi.
Mas quando o impeachment avança, o mercado já coloca isso no preço dos ativos e
tudo melhora, melhoram a perspectiva da economia, as pessoas ficam mais
calmas”.
Para Schwartsman, Bolsonaro está criando todas
as condições para o fim do governo antes de 2022. “No meio de uma pandemia
que está causando essa crise toda que estamos vendo, o presidente vai lá e
arruma uma confusão monumental com o ministro mais popular que ele tem. Eu não
consigo enxergar racionalidade nisso”, destaca.



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